Novo relatório exige investigação de graves violações no Sudão do Sul

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Unmiss responsabiliza elementos tanto do governo como os rebeldes pelos atos ocorridos desde dezembro de 2013; documento encoraja envolvimento regional nas investigações.

Foto: Irin/Maryline Dumas

Eleutério Guevane da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas querem que sejam investigadas as "graves violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário" no Sudão do Sul.

A Missão da organização no país africano, Unmiss, disse ter confirmado que o governo e os rebeldes cometeram os atos desde o início do conflito em dezembro de 2013.

Responsáveis

O estudo "Conflitos no Sudão do Sul: Relatório de Direitos Humanos" recomenda que  os responsáveis sejam levados à justiça.

O documento, publicado esta quinta-feira, pede um apuramento "independente, transparente e de acordo com as normas e princípios do direito internacional." A avaliação segue-se a um trabalho preliminar realizado em fevereiro.

Abuso Sexual

As atrocidades mencionadas pela Unmiss incluem execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados, estupro, abuso sexual, detenções arbitrárias além de ataques deliberados contra civis e hospitais. O pessoal e as instalações da Unmiss também foram alvo das ações.

O relatório sublinha que "há uma base razoável para acreditar que foram cometidos crimes contra a humanidade", tendo encorajado iniciativas regionais e nacionais para levar a cabo as investigações.

A operação de paz salienta ainda que a responsabilização é crucial para que cesse o legado de impunidade para a reconciliação nacional e para prevenir uma nova ocorrência de tais crimes no Sudão do Sul.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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