Naufrágio eleva para 170 o número de mortos no Mediterrâneo em 2014

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Acnur confirmou a morte de 17 pessoas, na segunda-feira, entre Lampedusa e Trípoli; agência diz que última quinzena foi marcada por vários incidentes similares ocorridos ao largo da costa da Líbia.

Refugiados sírios são resgatados no mar Mediterrâneo pela marinha italiana. Foto: Acnur/A.D’Amato

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Este ano já morreram mais de 170 pessoas no mar enquanto tentavam chegar à Europa, anunciou o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

A estimativa, divulgada esta terça-feira, inclui pessoas que perderam a vida em águas ao largo da Grécia, da Líbia, da Itália e em águas internacionais.

Naufrágio

A nota foi publicada um dia depois da morte por afogamento de pelo menos 17 pessoas, no naufrágio de uma barcaça em águas internacionais.

O Acnur explica que o incidente deu-se a cerca de 160 km a sul de Lampedusa, na Itália, e a cerca de 80 km a noroeste da capital Líbia, Trípoli. Entre os mortos estão 12 mulheres, três crianças e dois homens.

A agência anunciou que navios da França e de Vanuatu resgataram 226 pessoas, que foram examinadas por médicos contactados pela Marinha da Itália.

Pedidos de Asilo e Refúgio

A agência da ONU manifestou-se profundamente triste pelo crescente número de mortes pelos acidentes no Mar Mediterrâneo, bem como com o aumento crescente de requerentes a asilo e refugiados.

O Acnur destaca que os barcos que transportam as vítimas são incapazes de navegar, e muitas vezes estão nas mãos do que chama traficantes sem escrúpulos.

Vários naufrágios ocorreram na última quinzena ao largo da costa da Líbia. A agência acredita que 121 pessoas tenham morrido em três acidentes separados. A guarda costeira da Líbia resgatou outras 134.

Assistência

A participação do Acnur é com a oferta de assistência médica aos sobreviventes, em cooperação com a ONG International Medical Corps e a Guarda Costeira da Líbia. O apoio inclui ajuda humanitária com artigos como roupa, colchões e outros.

A agência diz que os náufragos e sobreviventes incluem pessoas que fogem da violência ou perseguição na sua terra natal. Os riscos assumidos ao optarem pelas viagens perigosas são vistas como reflexo das opções limitadas disponíveis na Líbia e noutros contextos.

Riscos

Decorre uma campanha em parceria com a guarda costeira da Líbia, ONGs e outros para informar aos requerentes de asilo sobre os riscos das viagens pelo mar. 

O apelo do Acnur é que as operações de busca e salvamento sejam reforçadas, especialmente nas águas com maior número de incidentes.

Proteção

Aos governos do mundo o conselho é que forneçam alternativas legais para as viagens perigosas, e que garantam que os desesperados em buscar refúgio possam procurar e encontrar proteção e asilo.

Entre as opções estão o reassentamento, a admissão humanitária e o acesso facilitado ao reagrupamento nas famílias.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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