Na ONU, Ban revela prioridades após cessar-fogo no Sudão do Sul

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Secretário-geral expressa preocupação com acusações de violação do acordo em sessão do Conselho de Segurança; metade da população do país pode sofrer as consequências de uma possível continuação do conflito; sugerida criação de tribunal para garantir responsabilização.

Ban Ki-moon discursa no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU destacou cinco prioridades para o período que se segue à assinatura do cessar-fogo no Sudão do Sul, numa reunião realizada no Conselho de Segurança.

Falando a jornalistas após o encontro, Ban Ki-moon disse que em primeiro lugar, os combates devem cessar imediatamente.

Para o responsável, os sul-sudaneses devem retornar à sua terra para plantar as suas culturas em paz. Como destacou, o risco é que haja fome no fim da época das colheitas.

Fome e Desnutrição

O chefe da ONU disse ainda que a falta de alimentos e a desnutrição ocorrem de uma forma generalizada, no país que visitou na semana passada.

Ban apelou para 30 dias de tranquilidade,uma intenção que foi apoiada pelo governo e pelos rebeldes.

O responsável pediu moderação máxima das partes ao expressar preocupação com as acusações de violação do cessar-fogo por ambos os lados. O pacto foi assinado na sexta-feira, em Adis Abeba, pelo presidente Salva Kiir e o líder rebelde, Riek Machar.

12 milhões em risco

Para Ban, se o conflito continuar "metade dos 12 milhões de pessoas no  Sudão do Sul será deslocada, refugiada no exterior, poderá passar fome ou morrer até ao fim do ano."

Aos 15 Estados-membros do Conselho, o secretário-geral apelou para a criação de um tribunal para garantir a responsabilização de autores de crimes cometidos por ambos os lados.

Acesso

Entre as prioridades enumeradas está a necessidade do compromisso das partes do acordo em garantir o acesso humanitário pelo ar, por estrada e em especial, por embarcações ao longo do rio Nilo.

À comunidade internacional, Ban pediu apoio com recursos para a ação humanitária, ao anunciar o lançamento pelas Nações Unidas de uma operação para ajudar a mais de 3,2 milhões de pessoas.

Doadores

Ao todo, são necessários US$ 781 milhões dos US$ 1,27 necessários até meados deste ano. A 20 de maio, as Nações Unidas organizam uma conferência de doadores sobre o Sudão do Sul na Noruega em parceria com o governo.

Quanto à justiça e à prestação de contas, Ban citou um relatório a indicar sinais de crimes de guerra e contra a humanidade. A recomendação é que o tribunal especial a ser criado tenha envolvimento internacional ou seja híbrido.

Por fim, os dois líderes foram instados a comprometer-se na construção de uma nação inclusiva. A recomendação é que o processo envolva todos os políticos e a sociedade civil para abordar as causas profundas do conflito.

 

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