Militares filipinas no Haiti comemoram Dia Internacional dos Boinas Azuis

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Luzviminda Camacho chefia o batalhão do país asiático, já a sargento Ermita Matutina se encarrega do preparo físico de 156 militares na ilha caribenha; Minustah comemora dez anos de atuação.

Comandante Camacho (à esq.) e sargento Matutina. Foto: Rádio ONU

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

No Dia Internacional dos Boinas Azuis da ONU, marcado neste 29 de maio, duas oficiais das Filipinas têm motivo em dobro para comemorar. Segundo elas, após sofrerem preconceito no início da carreira por ser mulher, elas vivem agora uma nova fase com mais tolerância nas fileiras militares.

Luzviminda Camacho ex-capitã da Marinha das Filipinas está no Haiti comandando o Batalhão do país na Missão para Estabilização das Nações Unidas, Minustah. Já Ermita Matutina, sargento do Exército, é a responsável pelo preparo físico das tropas.

Fileiras

Nesta entrevista à Rádio ONU, a comandante do Batalhão das Filipinas, Luzviminda Camacho, contou que não detecta preconceito nas fileiras do Haiti, onde convive com soldados de paz de várias partes do mundo.

Para a comandante Camacho, por se tratar de uma profissão hierárquica e com regras claras, a carreira militar tende a ser menos preconceituosa. Camacho diz que quando uma ordem é dada, ela tem de ser cumprida por todos igualmente, seja homem ou mulher.

A sargento Ermita Matutina confirma a sensação de igualdade entre os sexos e de poder para as mulheres militares.

Matutina explica que o fato de ser mulher não pode ser uma barreira física. As mulheres têm que estar preparadas para fazer tudo. Ela também diz aos homens nas tropas que eles podem realizar qualquer coisa que uma mulher faz.

Atualmente no Haiti, a comandante Camacho lidera 156 homens e mulheres do Batalhão Filipino. Ela conta que uma das tarefas é de ajuda humanitária, onde as mulheres se destacam na interação com a população haitiana.

A comandante Camacho conta que trabalha com crianças em orfanatos, visita escolas, leva ajuda humanitária em coordenação com as agências da ONU no país.

A sargento Matutina afirma que por ser mulher é mais fácil a empatia com toda a população local, especialmente as mulheres do Haiti.

Para a militar filipina, as mulheres haitianas confiam nas oficiais da Minustah. Ela garante que é mais fácil para as haitianas falarem sobre seus problemas e que a compreensão ocorre naturalmente.

As tropas de paz da ONU estão no Haiti há 10 anos. As forças são comandadas por um general brasileiro desde 2004. Este ano, o general José Luiz Jaborandy Júnior assumiu a chefia dos militares e deve ficar no país até 2015.

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