Jogos online e redes sociais ampliam risco de abuso infantil, diz Unodc

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Estudo cita mais de 13 mil sites de pornografia de menores e destaca casos onde o conteúdo fica disponível por apenas US$ 10; meninas são maioria das vítimas e abusadores são tanto homens quanto mulheres.

Foto: Unicef

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, divulgou esta sexta-feira um estudo sobre abuso e exploração infantil online, destacando que a era digital "exacerbou" o problema.

O estudo traz dados e números compilados por várias entidades, incluindo o Unicef. A transferência de arquivos por email, mensagens instantâneas e redes sociais aumentou de forma dramática o acesso a materiais de abuso sexual, de acordo com o Unodc.

Bullying

Além da pornografia infantil, as crianças que estão online ficam sujeitas à exploração sexual, ao aliciamento, ao bullying e ao assédio. Os abusadores entram em contato com os menores por meio de sites de bate-papo, emails, redes sociais e até jogos online.

Dados de 2011 indicam que 73% dos adolescentes dos Estados Unidos tinham um perfil em alguma rede social, e que 29 milhões de brasileiros que usam o Facebook tinham entre 13 e 17 anos de idade.

Preços

Uma estatística citada no estudo afirma que entre 1997 e 2006, houve aumento de 1500% da quantidade de imagens de pornografia infantil disponíveis na internet. A fundação Internet Watch identificou no ano passado mais de 13 mil sites com essas imagens.

O estudo menciona o caso de um abusador da Europa que pagou US$ 25 para assistir 30 minutos de uma sessão de abuso infantil online. Enquanto clips podem custam apenas US$ 10, um vídeo com imagens novas pode custar até US$ 1,2 mil.

Perfil

A pesquisa indica que as meninas são a maioria das vítimas de abuso e exploração sexual nas redes, mas está aumentando os casos envolvendo meninos.

Crianças muito pequenas são cada vez mais exploradas e o estudo sugere que 81% das vítimas em imagens de abusos tem 10 anos de idade ou até menos, e 3% chega a ter apenas dois anos de idade.

Na maioria dos casos, os abusadores ou pessoas que buscam esse conteúdo são homens, mas as mulheres também estão envolvidas nesses crimes.

Prevenção

O Unodc diz que faltam leis consistentes em vários países e pessoal especializados em investigar os casos. O escritório da ONU recomenda a prevenção como chave para reverter o quadro.

Pais, educadores e sociedade civil são apontados no estudo como essenciais para combater o problema, ao alertar crianças sobre os riscos que estão na internet.

O documento foi apresentado esta sexta-feira em Viena, na Áustria, na conclusão da sessão da Comissão sobre Prevenção do Crime e Justiça Criminal.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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