Guiné-Bissau: observadores da UA acolhem resultado das presidenciais

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Em declarações à Rádio ONU, chefe do grupo e antigo presidente de Moçambique disse que desfecho corresponde à vontade dos guineenses; José Mário Vaz venceu a segunda volta, com 61,9% dos votos.

José Ramos Horta discursa por videoconferência da Guiné-Bissau. Foto: ONU/JC McIlwaine

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O ex-presidente de Moçambique e líder da missão de observadores da União Africana nas eleições da Guiné-Bissau disse que os resultados divulgados esta terça-feira correspondem à tendência da votação.

De acordo com a Comissão Nacional das Eleições, José Mário Vaz venceu a segunda volta das presidenciais com 61,9% dos votos.

Tendência

"O que nós ouvimos dos nossos observadores, nas várias mesas corresponde à tendência que se verificou nas várias assembleias do voto. O resultado foi alcançado de depois de eleições que nós pensamos que foram transparentes, ordeiras e pacíficas. Portanto, eu penso que são resultados que corresponde à vontade do povo guineense", declarou.

O candidato vencedor era apoiado pelo partido Paigc, que obteve a maioria de assentos nas legislativas de 13 de abril.

As autoridades eleitorais guineenses anunciaram que a votação deste domingo teve uma afluência de 78,21% de eleitores.

Observadores

O desempenho da União Africana no pleito foi elogiado pelo Conselho de Segurança, na sua sessão de segunda-feira. A entidade participou nas eleições com 38 observadores nas 300 assembleias de voto de todas as regiões do país.

O Conselho também elogiou a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, a União Europeia e os doadores para o Fundo do Programa da ONU para o Desenvolvimento, a Nigéria e Timor-Leste.

Transição

Os membros do Conselho de Segurança enalteceram às autoridades responsáveis do período de transição na Guiné-Bissau, pelo "compromisso da conclusão do processo de transição." Os guineenses foram elogiados pela participação recorde no processo eleitoral.

Todas as partes foram instadas pelo órgão a respeitar o resultado da eleição como a expressão da vontade democrática do povo. Aos partidos políticos a recomendação foi de que encaminhassem quaisquer queixas das eleições aos canais apropriados de forma pacífica.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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