Estudo revela "quadro sombrio" de escolas na República Centro-Africana

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Pesquisa do Unicef aponta centenas de estabelecimentos que abriram  durante quatro semanas nos últimos seis meses; razões mencionadas incluem destruição das salas de aula e falta de professores.

Cerca de 70% de crianças não vão à escola. Foto: Unicef/Jordi Matas

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, divulgou um estudo a apontar para um sistema educacional considerado "de rastos" na República Centro-Africana.

Foram investigadas 355 escolas de 16 municípios, na pesquisa que também envolveu o Ministério da Educação, o Programa Mundial da Alimentação e várias Organizações Não-Governamentais.

Destruição

Em geral, é traçado um quadro considerado sombrio para o setor da educação centro-africana. Desde outubro de 2013, as escolas funcionaram  quatro semanas por razões que incluem a destruição das salas de aula e a falta de docentes.

Por outro lado, um terço dos estabelecimentos inquiridos foi alvo de ataques durante os últimos meses. Nas suas ações, os grupos armados teriam saqueado, queimado ou ocupado os locais.

Segurança

Um terço das crianças no ano passado não voltou para a escola, principalmente devido a problemas de segurança. O drama preocupa tanto a República Centro-Africana como aos vizinhos, revela o estudo.

Em coordenação com os seus parceiros, o Unicef revelou ter criado 120 salas de aula temporárias em áreas afetadas pelo conflito na capital centro-africana, Bangui.

As autoridades locais são citadas por agências noticiosas a estimar em cerca de 70% o número de crianças que não vão à escola, com algumas recrutadas para atuar como soldados.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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