Escritório de Direitos Humanos considera "cruel" execução de americano

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Em Oklahoma, Clayton Lockett, condenado à pena de morte, teria agonizado por mais de 40 minutos após injeção letal; representação da ONU pede aos EUA a moratória da pena de morte.

Escritório da ONU diz que caso vai contra a 8ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos

Eleutério Guevane, Rádio ONU em Nova York.*

O Escritório da ONU para os Direitos Humanos condenou, esta sexta-feira, o "sofrimento de Clayton Lockett" durante a execução dele em um presídio em Oklahoma.

Segundo agências de notícias, o condenado à pena de morte agonizou por mais de 40 minutos após receber a injeção letal na terça-feira. Para a representação da ONU, a morte de Lockett pode ser considerada "tratamento cruel, desumano e degradante", de acordo com a lei humanitária internacional.

Constituição

O Escritório nota que o caso vai contra a 8ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que prevê que "nenhuma punição crual ou incomum deve ser aplicada".

Um outro homem também seria executado em Oklahoma na terça-feira, mas o escritório da ONU nota que o caso foi adiado pelo governador do estado americano, que pediu uma revisão dos procedimentos de execução.

Moratória

Na nota, divulgada em Genebra, é feito um novo apelo aos Estados Unidos, para que imponha a moratória imediata da pena de morte. O escritório acredita que o país deve trabalhar pela abolição "da prática cruel e desumana", citando que 32 dos 50 estados americanos permitem a prática.

A morte prolongada de Clayton Lockett foi o segundo caso registrado este ano, segundo o escritório da ONU. Dennis McGuire também teria agonizado após a injeção letal não funcionar como o esperado. A execução ocorreu em janeiro, no estado de Ohio.

A nota destaca que o Comitê de Direitos Humanos da ONU já pediu aos Estados Unidos para rever seus métodos de execução e assim, prevenir sofrimento e dor severa dos condenados.

Clayton Lockett foi sentenciado à morte após ter estuprado, atirado em uma garota de 19 anos e ordenar a comparsas que ela fosse enterrada viva. O caso ocorreu em 1999.

*Apresentação: Leda Letra.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 25 DE JULHO DE 2014
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