Em Moçambique, conferência analisa desempenho económico de África

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Evento internacional "África em Ascensão: Construindo o Futuro" é apoiado pelo FMI; encontro arranca esta quinta-feira e deve discutir políticas para sustentar crescimento no continente.

Christine Lagarde (centro) irá abrir a conferência. Foto: FMI/Stephen Jaffe

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

Maputo acolhe neste 29 e 30 de maio a conferência que visa analisar o forte desempenho económico de África. O evento organizado sob o lema "África em Ascensão: Construindo o Futuro" aborda a resistência africana aos choques e os principais desafios de política económica.

O Governo de Moçambique e o Fundo Monetário Internacional, FMI, estão à frente da reunião que se segue à Conferência da Tanzânia, realizada há cinco anos. O evento ajudou a galvanizar o apoio internacional a África após a crise financeira.

Expansão

Políticos do continente e do mundo, o setor privado, a sociedade civil, académicos e fundações privadas reúnem-se no encontro para discutir políticas para sustentar o crescimento no continente. Pretende-se, igualmente, partilhar os benefícios da expansão para as populações africanas.

O administrador do Banco de Moçambique, Valdemar de Sousa, disse que o encontro irá permitir a troca de experiência sobre as estratégias de desenvolvimentos dos países africanos face aos novos desafios. Ele falava à emissora pública do país, Rádio Moçambique.

Relançamento

"Depois de longas décadas de pacificação e destabilização no continente africano é chegado o momento de relançamento do desenvolvimento económico virado para dentro de cada um dos nossos países e os investimentos necessários nesta fase de emergência de exploração de recursos naturais não renováveis que a par de Moçambique muitos outros países também empreendem esta trajetória."

Os debates desta quinta e sexta-feira devem centrar-se sobre questões relacionadas com oportunidades e desafios na África Subsaariana, a potencialização dos recursos naturais de África em benefício das gerações presentes e futuras.

Desafios

Sousa disse ainda que um dos desafios na exploração dos recursos é o combate às desigualdades.

"Na estratégia da endogeneização do desenvolvimento de cada um dos países é que é um desafio que cada um dos nossos países em África tem que empreender. Um desafio de tornar a exploração desses recursos dentro de uma estratégia de desenvolvimento e de combate às desigualdades, à pobreza fazendo uso desses recursos com esquemas que no geral seguem as boas práticas internacionais", concluiu.

A abertura da conferência será feita pela diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, e o presidente de Moçambique, Armando Guebuza.

O evento vai abordar ainda a criação de mercados financeiros, o estímulo à inclusão e à criação de empregos, além do financiamento das infraestruturas, assim como o papel do setor privado regional.

De Maputo para Rádio ONU, Ouri Pota.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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