Crise centro-africana deixa 5 mil chadianos no limite com os Camarões

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OIM sem recursos para auxílio psicossocial ou exames médicos adequados; Chade acolhe mais de 100 mil refugiados que fugiram do conflito entre grupos cristãos e muçulmanos.

Assistência médica aos necessitados. Foto: OIM

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que 5 mil chadianos estão retidos no lado camaronês da fronteira com a República Centro-Africana depois destes terem fugido do conflito no país.

A agência informou que precisa de meio milhão de dólares para transportar o grupo em comboios de viaturas para o Chade entre 24 de maio e meados de julho.

Desespero

As condições de vida dos chadianos são consideradas desesperadoras. Entre as necessidades estão a expansão do local de acolhimento em Moundou, o registo dos retornados, a assistência médica de emergência e para facilitação do transporte.

A OIM disse que devido à falta de recursos não pode prestar assistência psicossocial ou permitir que estes realizem exames médicos adequados antes de viajar para o destino.

Mais de 100 mil refugiados da República Centro-Africana estão no Chade desde dezembro do ano passado, quando agudizou o conflito entre as milícias Séléka, de maioria muçulmana, e anti-Balaka de maioria cristã.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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