Cepal: Brasil é o que mais recebe investimento direto estrangeiro na AL

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Segundo agência da ONU, IEDs passaram de US$ 184 bi na AL e no Caribe em 2013; além do Brasil, maiores beneficiados foram México, Chile e Colômbia.

Relatório foi apresentado nesta quinta-feira no Chile. Foto: Cepal/Carlos Vera

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, anunciou que o investimento estrangeiro direto, IED, na região chegou a US$ 184,9 bilhões em 2013.

O resultado consta do relatório divulgado esta quinta-feira pela agência da ONU. O valor é equivalente a R$ 444 bilhões e representa um aumento de 5% em relação ao ano anterior.

Participação

A participação da América Latina e do Caribe no fluxo de investimento global manteve-se praticamente inalterado em 13%.

O secretário-executivo adjunto da Cepal, Antônio Prado, deu mais detalhes sobre o documento.

"O Brasil continua sendo o país que recebe a maior quantidade de investimento direto estrangeiro, com US$ 64 bilhões. O México agora aparece com valores mais significativos com US$ 38 bilhões, o Chile com US$ 20 bilhões e a Colômbia com US$ 16 bilhões. Esses são os quatro países que receberam mais investimentos diretos em 2013."

A Cepal afirma que os IEDs para a região têm crescido continuamente, com exceção de 2006 e 2009. Segundo os especialistas, esse avanço tem se mantido graças ao aumento da demanda interna e dos altos preços dos produtos primários de exportação.

Previsão

A agência da ONU prevê que os investimentos em 2014 devem cair um pouco.

O relatório mostra que o setor que recebeu mais investimentos foi o de serviço, seguido pelo de manufatura e de recursos naturais.

Investidores

Já o maior investidor foi a Europa, de uma forma geral. Os Estados Unidos continuam sendo o maior país investidor individual. Na Ásia, o Japão lidera as aplicações em outros países.

A Cepal informa que os IEDs feitos pela China são difíceis de serem identificados, apesar disso, calcula-se que desde 2010 o país venha investindo US$ 10 bilhões por ano em toda a região

Os investimentos das empresas transnacionais latinoamericanas, conhecidas como translatinas, caíram 33% no ano passado.

Outro dado do relatório mostra que apenas 5% de todo o dinheiro investido gera novos empregos. Antônio Prado explica que, na maioria das vezes, esse dinheiro chega ao país para compra de outras empresas, com isso, não cria novos postos de trabalho.

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