Após sofrer ataque na Síria, brasileiro fala sobre risco de ser boina azul

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Chefe do setor de comunicação da Minustah disse que carros da ONU foram alvo de tiros durante missão no país árabe; coronel Salomão Silva participou também de operações no Timor-Leste.

Salomão Silva. Foto: Arquivo pessoal

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O chefe do setor de comunicação da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, coronel Salomão Silva contou à Rádio ONU, de Porto Príncipe, sobre o ataque sofrido quando servia como observador na Síria.

"Nós estávamos numa patrulha que tinha por objetivo evitar que uma fábrica de cloro fosse destruída. Durante o caminho nós fomos alvejados com tiros de fuzil nas nossas viaturas. Foi uma situação muito tensa, muito crítica e nós tivemos que aumentar a velocidade das viaturas e retornar ao nosso local. Graças a Deus as viaturas eram todas blindadas e ninguém ficou ferido."

Distância

O coronel comentou também sobre o problema da distância da família no período em que os militares estão participando de missões.

"A distância da família é o maior desafio. Mas quando nós colocamos na cabeça que fomos convidados para ajudar um país que precisa de nós, esses desafios se tornam incentivos para que possamos trabalhar mais e desejar que o país atinja a tão esperada estabilidade e desenvolvimento. E que possa proporcionar para os seus filhos e filhas, e para a sociedade haitiana, dias melhores."

Além do Haiti e da Síria, o coronel participou da missão da ONU no Timor-Leste. Ele contou que as operações da ONU terminaram com sucesso seus trabalhos no país em dezembro de 2012.

Atualmente as Nações Unidas têm mais de 116 mil boinas azuis servindo em 16 missões de paz em todo o mundo.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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