Apelo ao maior envolvimento feminino na paz e segurança em Moçambique

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Em sessão de intercâmbio, chefe da ONU Mulheres no país disse acreditar que o momento-chave para o futuro é uma reflexão sobre a igualdade de género e empoderamento do grupo.

Mulheres moçambicanas. Foto: ONU

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.*

A representante da ONU Mulheres em Moçambique lembrou a necessidade de participação feminina nas questões de paz segurança no país.

Valeria de Campos Melo afirmou que nos últimos anos foram registados muitos progressos em termos da participação política do grupo, com destaque para o parlamento.

Igualdade

Mas a entidade para igualdade de género e o empoderamento feminino sugere uma reflexão para que se dê puder à mulher moçambicana para que se alcance a igualdade do género.

"Mais ainda temos o desafio de reforçar essa participação a nível das províncias, dos distritos. Temos também um momento de forte crescimento económico e é um momento próprio de reflexão sobre a repartição dos frutos desse crescimento económico. Temos também o processo de paz e se coloca, neste sentido, a participação da mulher nas questões de paz segurança", afirmou.

Planificação

O pronunciamento foi feito esta quarta-feira intercâmbio de divulgação dos resultados da pesquisa do sobre a planificação e orçamentação na óptica de género, organizado pelo Instituto Superior de Administração Pública, Isap.

O estudo indica que apenas o sector da mulher e da acção social da província de Niassa, no norte, apresenta bom desempenho em matérias de planificação e orçamentação de género em relação a outras quatro. A pesquisa é do período entre 2010 e 2011.

O representante do Isap, Gil Chiboleca, explicou o porquê do desempenho.

Resistência 

"Uma das conclusões que nós chegamos para esta fraca integração da perspectiva do género nestes sectores é o facto deste processo ser muito recente e implica a mudança de comportamento, atitudes e praticas e este processo leva muito tempo. Este processo implica também a instauração de quadro normativo, jurídico, legal e que esta por si por si só sujeito a resistência a nível sectorial. Não é, digamos um processo que vai acontecer a curto prazo e vai ter efeitos a longo prazo."

Alguns participantes do evento entrevistados pela Rádio ONU em Maputo, demonstraram apreciação pela iniciativa.

Intercâmbio

Para Emília Vasco, o programa interessante, pelos "subsídios que vão permitir trazer equidade entre homem e mulher."

Paulino Ngoma, destacou que o encontro permitiu que se pudesse inteirar nas questões de planificação e orçamentação na óptica do género.

Já Francisca Katalanga declarou que sendo a área transversal, a constatação é que nos planificamos, como utilizamos os nossos instrumentos de planificação na óptica do género".

Nos últimos três anos, a parceria entre ONU Mulheres com Instituto Superior de Administração Estatal, Isap, envolveu governantes e outros funcionários em temas da Planificação e Orçamentação na óptica de género.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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