Alerta sobre complicações no acesso a refugiados no Sudão do Sul

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Agências humanitárias pedem entrega segura da ajuda humanitária para milhares; Conselho de Segurança reúne-se a pedido da alta comissária dos Direitos Humanos; insegurança no país é agravada por banditismo e corrupção.

Jovem sudanesa refugiada no acampamento de Yusuf Batil. Foto: Acnur/P. Rulashe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Agências das Nações Unidas ressaltam a sua apreensão com os contínuos combates e com a insegurança em rotas de abastecimento, que complicam a distribuição humanitária para os refugiados no Sudão do Sul.

Em comunicado, emitido esta sexta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, e o Programa Mundial de Alimentação, PMA, disseram haver milhares de pessoas vulneráveis na situação.

Ajuda Humanitária

Entre estas, estão 125 mil refugiados sudaneses abrigados no município de Mabank e no Estado do Alto Nilo, no norte. O apelo às partes em conflito é que permitam o acesso seguro da ajuda humanitária. 

Esta sexta-feira, o Conselho de Segurança debate a situação do país numa sessão convocada a pedido da alta comissária dos Direitos Humanos. Navi Pillay terminou, esta semana, uma visita ao país, acompanhada pelo conselheiro do secretário-geral para a Prevenção do Genocídio. 

Violência

Desde meados de dezembro, o Sudão do Sul regista confrontos entre o governo e oposição. Devido aos combates, cerca de 4,9 milhões de pessoas passaram a precisar de assistência humanitária.

A tendência aponta para um aumento do número e para o agudizar das necessidades caso a violência não seja interrompida, disse Navi Pillay no fim da deslocação.

Entretanto, o PMA afirmou que em março e abril foi forçada a distribuir rações reduzidas aos refugiados que dependem do tipo de ajuda alimentar para a sua sobrevivência.

Emergência

O Acnur disse estar profundamente preocupado com o aumento das taxas de desnutrição entre as crianças em quatro acampamentos de refugiado, por estarem perto do limiar de emergência de 15%.

Para as agências humanitárias, o acesso rodoviário e fluvial a várias partes do país impõe "sérios desafios", com a insegurança e os combates tidos como principais obstáculos.

Em áreas não afetadas pelo conflito ativo, transportadores comerciais contratados são confrontados pelo banditismo e outros ataques, por postos de controlo excessivos e por exigências de suborno.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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