Ramos Horta: Militares respeitarão resultado das eleições na Guiné-Bissau

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Representante especial do secretário-geral das Nações Unidas no país e Prêmio Nobel da Paz contou à Rádio ONU que recebeu garantias do representante das Forças Armadas, general Antonio Indjaí.

Ramos Horta. Foto: ONU/Martine Perret

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau afirmou que está otimista com a realização das eleições gerais no país, marcadas para este domingo, 13 de abril.

Em entrevista à Rádio ONU, José Ramos Horta disse que participou de um encontro com as Forças Armadas, na noite de terça-feira, e que recebeu garantias diretas de que o resultado eleitoral será respeitado.

Tolerância Zero

"Eu me reuni com Antonio Indjaí, general das Forças Armadas. E ele estava acompanhado de outros colaboradores. E ele assegurou-me que as Forças Armadas honrarão o resultado eleitoral. Assegurou-me que as Forças Armadas observam neutralidade rigorosa e que observam tolerância zero em relação à manipulação ou envolvimento de militares em todo este processo. Esta é a palavra do general Antonio Indjaí."

Esta será a primeira vez que os guineenses irão às urnas desde o golpe de Estado de 12 de abril de 2012, que tirou do poder o presidente interino e o primeiro-ministro. Segundo a ONU, mais de 95% dos eleitores foram recenseados para a votação.

José Ramos Horta disse que o período pré-eleitoral está sendo calmo sem nenhum registro de incidentes graves.

Debate Civilizado

"Devo dizer que os guineenses estão de parabéns. Houve alguns incidentes. Não houve nenhum morto em casos relacionados com as eleições. Houve um caso de violência agravada em que um candidato de um dos partidos grandes foi espancado. Mas não houve nenhum assassinato até agora, graças a Deus."

O representante das Nações Unidas e Prêmio Nobel da Paz, José Ramos Horta, elogiou o nível dos debates políticos sobre a votação de domingo.

Contribuição dos Países de Língua Portuguesa

"O debate político tem sido muito civilizado. Muito bem informativo. Sem agressões verbais. Tenho assistido aos debates políticos e devo dizer que todos eles estão de parabéns pela qualidade de suas intervenções."

As eleições na nação lusófona, do oeste da África, contam com vários observadores internacionais. Alguns integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, ajudaram com a realização do pleito incluindo o Timor-Leste, que contribuiu com US$ 6 milhões para a organização das eleições, a mesma quantia doada pela Nigéria.

Segundo Ramos Horta, Portugal tem apoiado projetos sociais importantes para a população guineense. Ele informou que o Brasil designou a quantia de US$ 100 mil para a votação deste domingo. O embaixador do Brasil na ONU, Antonio Patriota, disse que o país também está ajudando a treinar policiais para fazer a realização do pleito.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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