Pillay preocupada com possível revanche após mortes no Sudão do Sul

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Ao chegar no país africano, alta comissária apela ao fim das hostilidades e a garantia do retorno seguro dos civis que se viram obrigados a sair de suas casas; para Navi Pillay, situação é "muito grave".

Navi Pillay. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Ao chegar esta segunda-feira em Juba, capital do Sudão do Sul, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos fez um apelo ao fim das hostilidades e ao sofrimento dos civis.

Navi Pillay lembrou que a população do país mais novo do mundo não se sente segura. Ao lado do conselheiro para Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, Pillay declarou que ambos consideram a situação muito grave.

Retorno

A alta comissária afirmou que pode haver inclusive uma revanche dos assassinatos cometidos recentemente. Segundo ela, os civis sul-sudaneses enfrentam enormes violações dos direitos humanos, incluindo violência física, sexual e falta de acesso à comida.

Esta segunda-feira, a alta comissária encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores do Sudão do Sul, Barnaba Marial Benjamin, e pediu a ele o retorno da segurança para que os deslocados possam voltar a suas casas.

Ataques

No fim de semana, houve confrontos entre forças armadas do governo e da oposição na cidade de Mayom, no estado da Unidade. Em meados deste mês, um ataque a uma mesquita em Bentiu deixou 200 pessoas mortas e pelo menos 400 feridas.

A visita de Pillay ao Sudão do Sul foi requisitada pelo Secretário-Geral Ban Ki-moon. Os conflitos no país começaram em meados de dezembro, como uma disputa política entre o presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente, Riek Machar.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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