ONU, EUA e UE pedem ação imediata no Sudão do Sul

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Representantes querem mais apoio para os sul-sudaneses atingidos por conflitos, deslocamentos e insegurança alimentar; "Chamado Para Ação" terá três frentes, entre elas, respeito pela lei internacional.

Boinas azuis no Sudão do Sul. Foto: Unmiss/Martine Perret

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU, os Estados Unidos e a União Europeia fizeram neste sábado um "Chamado para Ação" imediato para o Sudão do Sul.

O pedido foi feito pelos chefes do Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, da agência americana para Desenvolvimento Internacional, Usaid, e da Comissão Europeia.

Apoio

Eles querem mais apoio para a população sul-sudanesa que tem sido afetada por conflitos, deslocamentos e insegurança alimentar.

O "Chamado para Ação" tem três objetivos principais. A iniciativa quer o fim do conflito, reforça a necessidade de financiamento para as operações humanitárias e exige que todas as partes envolvidas na crise respeitem a população civil e obedeçam as leis internacionais.

A chefe do Ocha, Valerie Amos, disse que o grupo estava reunido para "soar o alarme sobre o Sudão do Sul.

Efeitos

Segundo ela, os efeitos do conflito são significativos, milhões de pessoas foram atingidas, cidades totalmente destruídas, a economia entrou em colapso e a produção de comida foi destruída.

Amos disse que eles temem uma séria crise de alimentos e nutrição no país nos próximos meses se a situação não melhorar.

Para o chefe da Usaid, Rajiv Shah, a declaração é um alerta para evitar uma piora da crise no Sudão do Sul.

A comissária da União Europeia, Kristalina Georgieva, afirmou que todos celebraram o surgimento do mais novo país do mundo quando o Sudão do Sul se tornou independente.

Ela disse que menos de três anos depois, todos estão sendo testemunhas de um desastre humanitário de proporções gigantescas.

Conflito

Desde o início do conflito, no final do ano passado, mais de um milhão de pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas, incluindo 800 mil que estão deslocadas e 280 mil que buscaram refúgio em países vizinhos, em Uganda, na Etiópia, no Sudão e no Quênia.

Segundo as autoridades, milhões correm o risco de insegurança alimentar, há um déficit de US$ 800 milhões no fundo de emergência.

Os Estados Unidos são o principal doador de assistência humanitária para o Sudão do Sul com US$ 411 milhões seguidos pela União Europeia com US$ 131 milhões.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE JULHO DE 2014
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