ONU diz que apelo humanitário para a Síria não está sendo respondido

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Chefes de várias agências, como OMS, Ocha e Acnur, divulgam comunicado conjunto citando 9,3 milhões de sírios afetados pela guerra civil; eles pedem fim do cerco às famílias que estão em Alepo e Homs.

Crianças sírias. Foto: Acnur

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Há um ano, várias agências humanitárias das Nações Unidas fizeram um apelo urgente em prol de milhões de pessoas afetadas pela guerra civil na Síria. Nesta quarta-feira, o grupo divulgou um comunicado informando que o apelo está em grande parte sem resposta.

A nota é assinada por cinco chefes de agências, incluindo a subsecretária-geral para Assistência Humanitária,Valerie Amos, e o alto comissário para Refugiados, António Guterres.

Sitiados

Segundo os representantes da ONU, a guerra aumentou em várias áreas e a situação humanitária piora a cada dia. A nota afirma inclusive que "o pior ainda está por vir" para os civis que estão em Alepo e na Cidade Velha de Homs.

Somente em Alepo, pelo menos 1 milhão de pessoas precisam de assistência com urgência. A estrada que vai de Damasco a Alepo e outras rodovias muitas vezes são bloqueadas por forças armadas e outros grupos.

Sofrimento

Com isso, 1,2 milhão de civis ficam sem comida na cidade de Alepo e em áreas rurais da região. O comunicado cita também bombardeios, foguetes, morteiros e outros ataques contra "homens, mulheres e crianças inocentes".

Os chefes das agências da ONU afirmam que existem apenas 40 médicos para 2,5 milhões em Alepo. Em toda a Síria, mais de 9,3 milhões de pessoas foram afetadas pelo conflito, que já dura mais de três anos.

Deste total, 3,5 milhões vivem em áreas sitiadas e ficam sem receber ajuda humanitária. Os representantes do Ocha, Unicef, OMS, Acnur e PMA afirmam que suas equipes fazem o possível para salvar vidas e aliviar o sofrimento dos civis, mas que o trabalho não é suficiente.

Ações

Eles pedem a todos envolvidos neste "conflito brutal" a tomar ação urgente e permitir o acesso incondicional a todas as pessoas necessitadas, incluindo o uso de rotas na Síria e nas fronteiras.

Outro pedido é pelo fim do cerco aos civis, em especial os que estão em Alepo, na Cidade Velha de Homs, em Yarmouk e em Zahra. Os representantes da ONU também querem o fim dos bombardeios, tanto por parte das forças do governo quanto por grupos da oposição.

O comunicado lembra ainda que os "esforços diplomáticos para acabar com anos de sofrimento falharam". Mas a "coragem e a determinação dos sírios para sobreviver não falharam."

No final da nota, eles perguntam se aqueles que têm poder e influência para acabar com a "guerra trágica e terrível" possuem a mesma coragem, e também questionam como o mundo pode desistir de salvar a Síria.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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