ONU deplora ataque suicida em universidade iraquiana

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Chefe da missão da organização no país fala de seleção de alvos para incitar o ódio sectário; agências de notícias locais apontam para pelo menos 12 mortos na ação contra uma universidade de Bagdad.

Iraque Foto: Unami/Bikem Ekberzade

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O representante especial do secretário-geral da ONU no Iraque deplorou o ataque suicida ocorrido neste domingo na Universidade Imam Kadhim, na capital, Bagdad.

Em nota, Nickolay Mladenov defende tratar-se de mais um "exemplo de violência sectária", tendo destacado a necessidade de se continuar a lutar em prol da tranquilidade no país.

Eleições

O pronunciamento lembra que o ato aconteceu num momento em que o povo está a preparar-se para ir às urnas. A 30 de abril, prevê-se que os iraquianos votem para eleger os 328 deputados do Conselho de Representantes.

No princípio deste mês, a missão da ONU no Iraque, Unami, informou que 592 iraquianos morreram em março devido a ataques violentos, sendo 484 civis. O nível é considerado o mais alto desde o culminar da violência sectária no país, entre 2006 e 2008.

Ódio Sectário 

Em relação ao ataque deste domingo, Mladenov disse que os alvos têm sido selecionados para incitar o ódio sectário, no que considerou "total desrespeito pela vida humana e pelos valores religiosos".

Apesar de o comunicado não especificar o número de baixas, agências de notícias apontam para pelo menos 12 mortos.

O ato é considerado "ataque cruel e covarde contra civis inocentes." O também chefe da Unami expressou condolências às famílias dos falecidos e desejou  uma rápida recuperação aos feridos.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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