FMI: desemprego e contração geram incerteza na economia do Irã

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Relatório do órgão reconhece avanços no aumento de renda do país em décadas anteriores, mas diz que subida da inflação e falta de reformas deve provocar novos choques na economia.

Sede do FMI em Washington

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Especialistas do Fundo Monetário Internacional expressaram preocupação com as perspectivas da economia do Irã.

Em relatório, divulgado na sexta-feira, economistas do FMI reconheceram os avanços de décadas anteriores para aumentar os índices de renda per capita e o padrão de vida dos iranianos.

Inflação Alta

Mas nos últimos anos, as taxas crescentes de inflação e a estagnação das receitas geradas com a venda de petróleo colocaram em risco a performance econômica. Segundo o FMI, o setor financeiro e corporativo apresentam vulnerabilidades, e os índices de desemprego também subiram. Com isso, teme-se que a economia entre no círculo de baixo crescimento e de inflação alta.

O relatório do Fundo revela que as autoridades iranianas estão conscientes dos desafios e da necessidade de reformas econômicas. Mas ao mesmo tempo, há barreiras institucionais e sócio-políticas para a execução de mudanças.

Petróleo

Para o FMI, a combinação desses fatores gera um panorama de incerteza. A contração da economia deve continuar este ano. A demanda interna também está baixando. A previsão é de que com alguns passos na direção certa, a atividade econômica do Irã poderia começar a se estabilizar no fim deste ano e no início de 2015. A estimativa é de possíveis novos choques caso medidas eficientes não entrem em vigor.

A recomendação do FMI para o Irã é de que o déficit fiscal seja contido na casa dos 2% a 3% do PIB e alargando a base da receita para além do petróleo. É preciso ainda conter os gastos. Esses passos, segundo os especialistas têm de ser complementados por reformas que promovam a oferta de produtos, trabalho e dos mercados de crédito.

Para o FMI, os planos do governo iraniano de aumentar os preços das tarifas de energia, gradativamente, são prudentes mas devem ser também embasados em mecanismos de ajuste automáticos para assegurar a implementação com políticas macroeconômicas consistentes.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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