FAO diz que Europa e Ásia Central têm desafios com obesidade e nutrição

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Na Romênia, agência da ONU revela que média de crianças, abaixo de 5 anos, com problemas de crescimento na Ásia Central e na região do Cáucaso é três vez superior às taxas da Comunidade dos Estados Independentes, CEI.

Alimentação saudável evita obesidade e desnutrição. Foto: FAO/Sergey Kozmin

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Uma agência das Nações Unidas lançou um alerta sobre problemas com obesidade, nutrição e deficiências de vitaminas e minerais em países asiáticos e europeus.

Segundo a Organização para Agricultura e Alimentação, FAO, a porcentagem média de crianças com problemas de crescimento na região do Cáucaso e da Ásia Central é três vezes superior àquela dos países que pertencem à Comunidade dos Estados Independentes, CEI. (O grupo foi formado após o fim da União Soviética, em 1991.)

Fome

Segundo a FAO, partes da população nessas regiões estão enfrentando problemas de nutrição e obesidade. A área deve registrar uma queda na prevalência de fome de menos de 1% até 2050. A região comporta 53 países.

Os dados foram apresentados pela agência às vésperas da Conferência Regional para a Europa, que será aberta nesta quarta-feira em Bucareste, capital da Romênia.

A agência afirma que um dos maiores problemas é a falta de ingestão de micronutrientes e a baixa qualidade das dietas.  Em alguns países, os mais pobres obtêm 73% da ingestão diária de calorias por parte de cereais, e apenas 10% de derivados do leite e de carnes.

Frutas e Vegetais

Já os cidadãos de grupos com maior renda apresentam dietas mais balanceadas com apenas 48% das calorias advindas de cereais.

Mas a FAO indicou que a produção de frutas e vegetais na Ásia Central está subindo, o que, segundo a agência, pode ser um sinal de esperança de que a dieta deverá melhorar.

O número de pessoas consideradas acima do peso é de 48% nos países centro-asiáticos e do Cáucaso e de mais de 50% nas nações da CEI e do sudeste da Europa. Uma situação que

Agricultor na Arménia. Foto: FAO

faz aumentar o risco de doenças e coloca pressão sobre os serviços de saúde.

Orçamento

Os especialistas alertam que todos os países da região, à exceção do Uzbequistão continuam sendo importadores de produtos agrícolas.

A média da renda gasta com alimentos é de 30% do orçamento de cada lar comparados a 10% na Alemanha e 13% na República Tcheca. Em alguns casos, as famílias mais pobres gastam até 70% do orçamento com comida.

Para a FAO, os países da região irão depender algo de medidas políticas dos governos. A recomendação da agência é de que o foco tem que estar numa abordagem de revitalização do setores rural e agrícola.

Os especialistas também defendem um sistema mais forte cientítico-tecnológico que possa levar à inovação da agricultura.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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