Desastres e crises humanitárias custaram US$ 38 trilhões de 1980 a 2012

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Cifra equivale à metade do montante gerado pel economia global em 2013; relatório do Ocha aponta discrepâncias na forma como grupos de ajuda analisam riscos e como doadores alocam fundos.

Crise humanitária no Sudão do Sul. Foto: Ocha

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, informou que os desastres naturais e as crises, nos últimos 30 anos, custaram ao mundo US$ 38 trilhões.

A quantia equivalente a mais de R$ 87 trilhões representa a metade do valor movimentado pela economia mundial em 2013.

Onda de Violência

Os dados constam de um relatório do Ocha, apresentado no início da semana, em Nova York. O documento "Salvando Vidas Hoje e Amanhã" ressalta a importância da prevenção a desastres e crises.

A agência lembrou os casos do tufão Haiyan, nas Filipinas, e da crise humanitária causada por uma onda de violência na República Centro-Africana.

O Ocha classificou Tacloban, nas Filipinas, e Bangui, capital do país africano de regiões de emergência. A nomenclatura da agência "L3" é considerada o grau mais grave usado pelas Nações Unidas em casos de crises humanitárias.

Riscos e Doadores

O relatório também aponta discrepâncias na forma como grupos de ajuda analisam riscos e como doadores alocam fundos.

Com base nos custos humanos e financeiros de desastres naturais e conflitos,  especialistas do Ocha dizem que a mudança tem de ser feita de forma urgente.

O estudo afirma que o número de pessoas afetadas nas duas situações mais que dobrou na última década e deve continuar subindo.

Já os custos da ajuda internaconal quase triplicaram desde 2002.

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