Conselho de Segurança quer investigação sobre ataques no Sudão do Sul

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Pelo menos 200 pessoas morreram e 400 ficaram feridas; secretário-geral assistente de direitos humanos retornará ao país africano para apurar o caso; órgão disse que pode tomar "outras medidas" caso ataques continuem.

Hervé Ladsous fala com jornalistas após encontro no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Os países-membros do Conselho de Segurança exigiram uma investigação imediata do ataque que matou pelos menos 200 civis na cidade de Bentiu, no Sudão do Sul.

Em comunicado, divulgado nesta quinta-feira, o órgão da ONU afirmou que irá enviar o secretário-geral assistente de direitos humanos, Ivan Simonovic, de volta ao país africano para apurar o caso. O Conselho disse que pode vir a tomar "outras medidas" se a violência continuar.

Crianças

As mortes de homens, mulheres e crianças ocorreram entre 14 e 16 de abril, um dia depois, uma instalação de proteção de civis das Nações Unidas foi atacada por rebeldes sul-sudaneses, na cidade de Bor, no estado de Jonglei. Pelo menos 58 pessoas morreram no atentado.

O chefe de Operações de Paz das Nações Unidas alertou o Conselho de Segurança sobre a situação da violência numa reunião com o órgão no início da noite desta quarta-feira, em Nova York.

Segundo Hervé Ladsous, o ataque à base da ONU representa "um precedente perigoso".

Cessar-Fogo

Ladsous disse que o incidente provou que as Nações Unidas não podem mais operar no país africano como "se nada tivesse acontecido". Para ele, as partes em conflito têm que negociar um cessar-fogo genuíno e suspender os combates imediatamente.

A nova onda de violência, que começou em meados de dezembro,  agravou-se ainda mais nos últimos 10 dias, de acordo com Ladsous.

Grupo Étnico

O chefe das Operações de Paz confirmou que forças antigoverno mataram "centenas de sul-sudaneses e civis estrangeiros" após identificarem o grupo étnico ou a que país pertenciam.

De acordo com a ONU, nos últimos dois meses, milhares de pessoas perderam a vida nos combate étnicos. A violência começou com uma disputa entre o presidente sul-sudanês Salva Kiir e o ex-vice-presidente do país Riek Machar. Mas para Ladsous, nenhum dos lados aparenta querer suspender o conflito.

Ele reiterou que a Missão da ONU no Sudão do Sul está fazendo o possível para proteger os civis, mas segundo Ladsous, a responsabilidade da proteção é inteiramente do governo sul-sudanês.

Até o momento mais de 23 mil pessoas tiveram que fugir de suas casas por causa da violência.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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