Conflito no Sudão do Sul faz várias crianças vítimas, alerta Unicef

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Agência diz não ter número exato de menores que perderam a vida nos ataques de quinta-feira no país africano; violência agrava ainda a situação de má nutrição e crise.

Crianças sul-sudanesas aguardam ser registradas para que possam receber ajuda humanitária. Foto: Unicef/Holt

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou para a situação das crianças que estão a ser vítimas do conflito no Sudão do Sul.

O porta-voz do Fundo, Christophe Boulierac, disse que várias crianças foram mortas em ataques, praticados na semana passada no país. Além disso, o recrutamento de menores por grupos armados também tem causado mortes.

Crise

O Unicef informou que não sabe ao certo quantas crianças morreram, mas muitas foram vítimas do atentado contra a instalação de proteção de civis da ONU na cidade de Bor. Agências de notícias dizem que, ao todo, 58 pessoas morreram.

Já em Bentiu, cerca de 23 mil pessoas procuraram refúgio na base das Nações Unidas; o grupo inclui muitas crianças.

A agência alertou que os ataques da semana passada pioraram a situação já crítica de má nutrição aguda. Cerca de 250 mil crianças devem passar fome até o fim do ano caso nada seja feito para mudar o quadro. O número de menores de cinco anos que podem morrer por causa da crise de má nutrição chega a 50 mil.

Água Potável

O Unicef chamou a atenção ainda para a falta de água potável na base da ONU em Bentiu.

No momento, cada deslocado interno só tem cerca de uma a duas garrafas de água por dia, o que é considerado inadequado.

A agência informou que vai precisar de US$ 38 milhões para comprar os alimentos necessários no Sudão do Sul. Ao todo, 3,7 milhões de pessoas estão sob risco de segurança alimentar no Sudão do Sul, e deste total, 740 mil são menores de cinco anos de idade.

Mesquita

Segundo agências de notícias, rebeldes no Sudão do Sul negaram a participação num ataque a uma mesquita de Bentiu, na semana passada. No ataque, 200 civis foram mortos e 400 ficaram feridos.

Há relatos de que alguns grupos estão a usar emissoras de rádio para espalhar um discurso de ódio às etnias sudanesas.

O coordenador humanitário da ONU no Sudão do Sul, Toby Lanzer, visitou Bentiu no fim de semana e disse que há provas de execuções e de que atrocidades foram cometidas em larga escala.

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