Cidade do Sudão do Sul muda de controle duas vezes no fim de semana

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Mayom, no estado de Unidade, está sendo alvo de combates entre forças do Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, e elementos da oposição; Missão da ONU no país pediu o fim dos conflitos que começaram em dezembro.

Unmiss apoia os deslocados no Sudão do Sul. Foto: ONU/Unmiss

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas voltaram a fazer um apelo para o fim dos combates no Sudão do Sul.

Em nota emitida pelo porta-voz do chefe da ONU, a Missão no país africano, Unmiss, informou que os combates continuam entre tropas do Exército de Libertação do Povo do Sudão, Spla, e forças da oposição no estado de Unidade.

Disputa Política

De acordo com a Unmiss, a cidade de Mayom mudou de controle duas vezes no fim de semana. No momento, forças do Spla estariam controlando o local, mas os combates entre os dois lados continuam.

O Sudão do Sul, o mais novo país-membro da ONU tornou-se alvo de choques entre grupos étnicos em meados de dezembro após uma disputa política entre o presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente Riek Machar.

Entre 14 e 16 de abril, 200 pessoas foram assassinadas na cidade de Bentiu num ataque que deixou ainda 400 feridos. Um dia depois, a base de proteção de civis da ONU foi atacada em Bor, capital do estado de Jonglei, e 58 pessoas morreram.

Mulher e Criança

Segundo as Nações Unidas, os combates desta segunda-feira estão se estendendo para perto de Manga, que fica ao norte de Bentiu, onde forças de paz da ONU conseguiram resgatar 16 civis incluindo uma mulher e uma criança para o centro de proteção da organização.

No domingo, 200 pacientes do hospital de Bentiu pediram abrigo e foram acolhidos na base da ONU. No momento, cerca de 22,5 mil civis estão refugiados nas instalações da Unmiss na capital do estado de Unidade.

Ainda no fim de semana, a Missão das Nações Unidas abriu suas portas para 650 deslocados internos no centro de proteção de Wau. Mais civis estariam a caminho do local para escapar da violência.

A alta comissária de direitos humanos, Navi Pillay, está no país africano para apurar a situação de violações cometidas nos últimos meses.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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