Banco Mundial diz que AL e Caribe têm fluxo mais estável de investimento

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Relatório da instituição mostrou que remessas de dinheiro e investimento estrangeiro direto representam situação mais confiável; crescimento continua mas de forma mais lenta.

Augusto la Torre. Foto: Banco Mundial/Deborah W. Campos

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Banco Mundial afirmou que a América Latina e o Caribe estão apresentando um fluxo de investimento mais estável do que várias outras regiões.

O relatório "Fluxos Internacionais para a América Latina: Problemas à Vista?" mostra que as remessas de dinheiro e o investimento estrangeiro direto, IED, representam uma parcela muito maior dos fluxos líquidos de capital para a área.

Reestruturação

Os especialistas consideram essa situação muito mais confiável. O economista-chefe do Banco Mundial para a região, Augusto de la Torre, afirmou que a AL e o Caribe redirecionaram as fontes de financiamento das carteiras financeiras e de crédito bancário para IEDs e as remessas.

De la Torre explicou que esse movimento faz parte de uma reestruturação mais profunda, onde a região acabou com as dívidas e se converteu em credor líquido do resto do mundo.

Apesar disso, o documento do BM não afasta a preocupação com o lento ritmo de crescimento econômico da região, que deverá ficar na casa dos 2,3% neste ano, pouco menos do que os 2,4% de 2013.

O problema é que esses resultados correspondem a menos da metade do avanço de 5% e 6% que a região vinha registrando antes da crise global.

Disparidades

O relatório cita algumas disparidades para a área como um todo. As previsões vão desde uma retração de 1% para a Venezuela até um crescimento de 7% para o Panamá, seguido de perto pelo Perú, com 5,5%.
As duas maiores economias da região, Brasil e México, receberam uma atenção especial. No caso brasileiro, o Banco Mundial acredita que o país crescerá 2% em 2014, ou talvez um pouco menos, porque a agenda de reformas ainda não foi totalmente implementada.

O economista-chefe do BM alerta que uma estabilização do crescimento econômico em um patamar baixo, por exemplo 2,5%, será insuficiente para manter o ritmo de progresso social ao qual a região se acostumou na década passada.

De la Torre afirma que sem uma forte agenda de reformas voltada para o crescimento, a América Latina e o Caribe podem sofrer uma interrupção no progresso social.

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