Ban justifica pedido de apoio imediato para a República Centro-Africana

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Em Bruxelas, secretário-geral fez as declarações a vários líderes internacionais num encontro de alto nível sobre o país africano; o chefe da ONU diz que genocídio foi evitado, mas assassinatos continuam.

Situação na República Centro-Africana continua volátil. Foto: Acnur/A.Greco

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral explicou, esta quarta-feira, que a as tropas de paz para a República Centro-Africana precisam de um reforço imediato. O motivo é  a falta de recursos e a sobrecarga dos militares internacionais no terreno.

Falando em Bruxelas, o chefe da ONU elogiou a intervenção das forças da Missão da União Africana, Misca, e da operação francesa denominada sangaris nos esforços para restaurar a paz e segurança. Nesta quarta-feira, a capital belga acolheu um encontro de alto nível sobre o país.

Situação Volátil

A segurança foi a prioridade identificada por Ban Ki-moon para a República Centro-Africana, ao destacar que a situação continua altamente volátil.

Em março, as Nações Unidas autorizaram o envio de cerca de 12 mil tropas de paz para o país. A Misca já tem implantados 6 mil soldados de paz, que atuam juntamente com 2 mil tropas da França.

Impunidade

Ban citou o prosseguimento de assassinatos, de ataques direcionados e do que chamou "violações atrozes dos direitos humanos num contexto de impunidade total."

Os confrontos entre as milícias anti-Balaka, de maioria cristã, e as antigas forças Seleka, compostas por muçulmanos, iniciaram há um ano.  Em meados de dezembro foi registado um agravamento da violência, que segundo as Nações Unidas fez mais de 2 mil mortos.

Mas o chefe da ONU destacou que o genocídio foi evitado em grande medida, devido ao êxodo em massa das minorias para áreas onde se sentiam seguros com o próprio povo.

Transição

Em segundo lugar, Ban destacou as necessidades do governo de transição em ajudar no regresso ao trabalho de polícias, de juízes e de agentes penitenciários e outros.

O chefe da ONU disse que o financiamento para a ajuda humanitária está aquém do necessário, e que foi atribuído apenas um quinto dos valores prometidos.

O secretário-geral  falou apontou igualmente a necessidade de um processo político inclusivo, ao explicar que líderes comunitários e religiosos têm um papel importante a desempenhar.

Aos centro-africanos, Ban lembrou do dever de observar que a prestação de contas aplica-se a todos. Foi igualmente destacada a importância do Estado de direito, independentemente da crença ou do estatuto de líderes ou combatentes individuais.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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