Aiea ajuda na luta contra HIV/Aids, tuberculose, dengue e Mal de Chagas

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Agência da ONU desenvolveu técnicas nucleares, equipamentos e treinamento para detectar e monitorar a transmissão dessas doenças; apoio aos Estados-membros é feito através de cooperação e pesquisa científica.

Biológo molecular analisa insetos. Foto: Aiea/Dean Calma

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, entrou na luta contra o HIV/Aids, tuberculose e para acabar com os insetos transmissores de doenças como a dengue, malária e o Mal de Chagas.

Segundo a agência da ONU, novas técnicas nucleares estão ajudando a encontrar soluções no combate ao HIV/Aids e à tuberculose.

Países Pobres

Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que até o fim de 2012, aproximadamente 35 milhões de pessoas viviam com o vírus da Aids no mundo e 8 milhões com tuberculose.

A OMS disse que o número de mortes causadas pelo HIV chegou a 2 milhões e a tuberculose matou mais de 1 milhão no mesmo ano. A maioria dos casos dessas doenças acontece em países pobres.

Em parceria com a OMS, a Aiea forneceu equipamentos e treinamento específico com foco em técnicas nucleares que vão ajudar a detectar e monitorar a propagação.

Além disso, esses programas envolvem também pesquisas científicas e técnicas moleculares que auxiliam os Estados-membros a detectar os tipos das doenças mais resistentes a remédios e antibióticos.

No caso do combate a insetos, a Aiea promove cooperação técnica com vários países na luta contra a malária, a dengue e o Mal de Chagas, entre outras.

Brasil

O Brasil participa do treinamento técnico no projeto contra o Mal de Chagas. A doença atinge até 8 milhões de pessoas no mundo e é causada pelo parasita trypanosoma cruzi transmitido para os humanos através da picada do barbeiro.

No geral, os mosquitos transmitem doenças a mais de 700 milhões de pessoas no mundo inteiro todos os anos.

Viagens

Como parte da cooperação técnica, a agência da ONU tem trabalhado com o Paquistão na coleta de dados necessários para desenvolver estratégias para o controle de doenças causadas por insetos.

Em 2011, a Aiea apoiou um estudo a pedido do Governo sul-africano sobre a viabilidade de se esterelizar mosquitos para evitar a propagação de doenças.

Segundo a agência, a presença de mosquitos transmissores de doenças não ameaça apenas a saúde pública, mas em muitas vezes afeta negativamente o turismo, a agricultura e as viagens.

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 26 DE NOVEMBRO DE 2014
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