Agências da ONU debatem metas de desenvolvimento pós-2015

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FAO, PMA e Ifad apresentaram cinco metas que vão lidar com problemas universais; acesso à comida, fim da desnutrição e segurança alimentar estão entre os pontos principais.

Mulheres devem ter acesso a informações, recursos e serviços. Foto: FAO

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Agências da ONU se reuniram esta sexta-feira em Roma para debater metas de segurança alimentar e nutrição para a agenda de desenvolvimento pós-2015.

Participaram do encontro representantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, do Programa Mundial de Alimentos, PMA e do Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola, Ifad.

Metas

Eles apresentaram um projeto com cinco metas de um novo modelo de desenvolvimento global para a agricultura sustentável, segurança alimentar e nutricional.

Segundo a ONU, essa é uma parte crucial da contribuição dessas três agências nas discussões sobre a agenda pós-2015, que vai suceder os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs.

A FAO, o PMA e o Ifad disseram que as metas incluem o acesso adequado da população à comida o ano inteiro e o fim da desnutrição com atenção especial para as pessoas que sofrem de nanismo.

Além disso, as agências da ONU querem fazer com que os sistemas de produção de alimentos se tornem mais eficientes e sustentáveis. Elas querem também que os pequenos produtores, principalmente mulheres, tenham acesso a informações, recursos e serviços.

E, por último, elas querem sistemas de pós-produção de alimentos que reduzam pela metade o nível global de perdas e desperdício de comida.

Progresso

Segundo as agências da ONU, o progresso nessas áreas só vai acontecer através de parcerias inovadoras entre governos, setor privado e sociedade civil.

A FAO, o PMA e o Ifad disseram que serão necessários também novos mecanismos de governança para monitorar o impacto, assegurar a responsabilidade e dar voz a todos os que participam do processo.

Sucesso

As agências citaram o sucesso alcançado, até agora, para reduzir o número de pessoas que vivem na extrema pobreza, aumentar o acesso à água potável, como também, elevar a quantidade de crianças matriculadas em escolas primárias.

Mesmo assim, elas alertam que esses avanços não foram globais e que muita coisa ainda precisa ser feita para ajudar os cerca de 840 milhões de pessoas com fome crônica e acabar com a pobreza, que atinge com muita força as áreas rurais do mundo inteiro.

Segundo as agências da ONU, as novas metas de desenvolvimento que serão estipuladas pela Assembleia Geral em 2015, devem ter como foco o direito à alimentação adequada e a igualdade de gêneros, entre outros.

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