Acnur quer proteção de civis após ataque na República Centro-Africana

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Comboio humanitário transportava muçulmanos; duas pessoas morreram e seis ficaram feridas; veículo foi atingido por granada atribuída a milicianos anti-balaka.

Deslocados internos vivem numa escola na cidade de Bossangoa. Foto: Acnur/A.Greco

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, pediu às autoridades da República Centro-Africana que façam mais para proteger os civis do país.

Em comunicado, o Acnur condenou um ataque a um comboio humanitário que matou duas pessoas e deixou seis feridas, na segunda-feira.

Bebês

O comboio, com 18 camiões, seguia para Kabo, no norte do país. Cerca de 1,3 mil pessoas já haviam ficado detidas no local de PK12, na capital centro-africana Bangui, por causa da violência. Eles fugiram da área que tem sido alvo de combates desde dezembro passado.

Por causa do risco para a vida da população muçulmana no local, o Acnur organizou o transporte para áreas mais seguras, o que começou a ser feito no domingo. A viagem estava marcada para durar três dias. Um integrante da agência da ONU informou que três mulheres deram à luz durante a jornada.

Essa foi a segunda operação de retirada de civis do bairro PK12. Mais de 600 mil pessoas tornaram-se deslocadas internas na República Centro-Africana por causa dos combates entre milícias cristãs e muçulmanas.

Segundo agências noticiosas, um outro ataque, nesta terça-feira, matou 22 pessoas incluindo três trabalhadores humanitários. As vítimas actuavam para a ONG Médicos sem Fronteiras. O atentado, praticado contra uma clínica no norte do país africano, foi atribuído a rebeldes Seleka muçulmanos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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