Acnur deplora ataques de centro-africanos em fuga para os Camarões

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Agência indica chegada de refugiados feridos por tiros ou facões no destino de 10 mil fugitivos por semana; movimento levou à abertura de 15 novos pontos de entrada em duas semanas.

Refugiados centro-africanos nos Camarões. Foto: Acnur/M.Poletto

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, revelou extrema preocupação com relatos de ataques das milícias anti-Balaka contra civis que tentam sair da República Centro-Africana.

Nos Camarões, a agência registou a chegada de vários refugiados com ferimentos provocados por tiros ou facões.

Atendimento

Nesta sexta-feira, o Acnur registou uma mulher, um menino e um homem com graves cortes de facão contraídos nos últimos dias. Um outro centro-africano alvejado com um tiro no peito recebeu atendimento médico na nação vizinha.

A agência sublinha que mulheres, crianças e idosos compõem a maioria dos recém-chegados. Já os homens continuam no país para integrar grupos de autodefesa que visam proteger a comunidade e o seu gado.

Fronteiras

Desde o início da crise, os Camarões receberam mais de 69 mil refugiados centro-africanos. No país, aumentam as pessoas que chegam através de pontos remotos de entrada.

O apelo às partes do conflito é que renunciem à violência, que movimenta semanalmente uma média de 10 mil centro-africanos para os Camarões.

O uso de rotas alternativas para chegar aos Camarões aumentou. Nas três semanas passadas, os pontos de trânsito subiram de 12 para 27, no que tornou mais difícil a monitorização das fronteiras.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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