Unesco condena assassinato de jornalista baiano

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Diretora-geral pediu às autoridades brasileiras medidas para melhorar a segurança dos trabalhadores da mídia; Geolino Xavier era diretor do portal de notícias N3, da Bahia.

Irina Bokova, directora-geral da Unesco. Foto: ONU/Amanda Voisard

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, condenou o assassinato do jornalista brasileiro Geolino Lopes Xavier, de 44 anos.

Bokova afirmou que o ataque violento mostra a séria ameaça contra os profissionais da mídia e contra a liberdade de expressão.

Responsáveis

Mais uma vez, ela pediu às autoridades brasileiras que não poupem nenhum esforço na busca pelos responsáveis de crimes contra jornalistas.

A chefe da Unesco quer também a adoção de medidas para melhorar a segurança dos trabalhadores da mídia no país.

Geolino Xavier era diretor do portal de notícias N3, e foi morto a tiros quando dirigia seu carro na cidade Teixeira de Freitas, na Bahia, em 27 de fevereiro.

Homens Armados

Segundo testemunhas, Xavier tinha acabado de deixar um colega da empresa em casa quando foi atacado por homens armados não-identificados que estavam num outro veículo.

De acordo com agências de notícias, ele começou a trabalhar como radialista em 1989, tornou-se apresentador de TV logo depois e foi vereador em Teixeira de Freitas entre 2004 e 2008. Xavier era casado e tinha um filho.

A polícia iniciou as investigações mas, até o momento, diz não ter nenhuma pista sobre o motivo do crime.

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