Sudão impede acesso de capacetes azuis a áreas de conflito em Darfur

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Unamid quer passagem irrestrita e imediata para a proteger civis; além de mortes, missão dá conta de incêndios e deslocamentos em acampamentos locais.

Em 2013, 16 capacetes azuis morreram em Darfur.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão Conjunta da ONU e da União Africana em Darfur, Unamid, disse que as autoridades sudanesas negaram várias vezes o acesso de capacetes azuis às áreas afetadas por conflitos ocorridos nos últimos dias.

Em comunicado, a operação de paz disse estar profundamente preocupada com os relatos de uma escalada da violência em Darfur Sul.

Incêndios

Sem citar dados, a Unamid aponta relatos de várias aldeias incendiadas e o deslocamento de um grande número de civis nas proximidades da área de Um Gunya, localizada cerca de 50 km a sudeste de Nyala.

A missão também afirma ter recebido informações a dar conta de saques e da morte de civis, além da chegada de populações em dois campos de deslocados internos.

Proteção

O apelo às autoridades sudanesas é que permitam o acesso irrestrito e imediato às áreas para a proteção dos civis.

As Nações Unidas apontam que 16 capacetes azuis foram mortos em 2013, devido aos atos hostis na região sudanesa marcada por combates entre forças governamentais, milícias aliadas e rebeldes.

O aumento equivale ao dobro de baixas registadas no ano anterior, na área de onde a organização refere que movimentos armados teriam alegadamente participado em combates no vizinho Sudão do Sul.

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