Portugal quer alfabetizar mulheres em áreas rurais do país

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Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e Igualdade contou à Rádio ONU que grupo tem mais de 65 anos de idade, e anterior à era de escolaridade obrigatória; segundo secretária as taxas de analfabetismo são residuais.

Bandeira de Portugal

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O governo de Portugal está realizando um esforço para alfabetizar mulheres com mais de 65 anos nas zonas rurais do país, que não tenham aprendido a ler e a escrever ainda.

A informação foi dada à Rádio ONU pela secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e Igualdade, Teresa Morais. Ela visitou a sede das Nações Unidas, esta semana, para participar da reunião da Comissão do Estatuto das Mulheres.

Dados

Segundo a secretária portuguesa, os casos de analfabetismo "são residuais", uma vez que mais de 95% dos adultos em Portugal são alfabetizados. Teresa Morais contou que, existem casos de analfabetismo especialmente entre maiores de 65 anos e que nasceram antes do advento da escolaridade obrigatória em Portugal.

"O que vamos fazer de seguida com o Ministério da Educação é implementar programas específicos de educação para pessoas idosas, que na maioria dos casos são mulheres. Estamos a falar de pessoas com 65 anos ou mais. De resto, este problema felizmente não existe, em termos generalizados, na sociedade portuguesa, onde as mulheres, neste momento, em termos de ensino, levam a dianteira."

Teresa Morais afirmou que os técnicos chegaram aos resultados cruzando dados e estatísticas de várias ordens para identificar as zonas com taxas de analfabetismo entre mulheres.  A secretária informou que, atualmente, 56% das pessoas com um diploma universitário, em Portugal, são mulheres.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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