ONU fala de progressos mistos ao pedir mais apoio para a Somália

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Relatório do Secretário-Geral aponta para a necessidade de avançar com a reconciliação nacional e a criação do estado federal; país deve receber mais 32 mil deportados da Arábia Saudita.

Nicholas Kay Foto: ONU

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante do Secretário-Geral para a Somália disse, esta terça-feira, que o país deve continuar a merecer prioridade da comunidade internacional.

Apesar do que considerou metas visíveis do governo, apontou questões críticas como a reconciliação nacional, o federalismo, a conclusão do processo constitucional e a reconstrução da nação do Corno de África.

Progressos Mistos

Ao apresentar o informe do Secretário-Geral ao Conselho de Segurança, Nicholas Kay disse haver progressos mistos, mas frisou que há um longo caminho por percorrer para a estabilização. O representante falou de Mogadíscio via videoconferência.

Para o representante, a Somália e os somalis precisam desesperadamente de melhorias de segurança, para as quais disse acreditar vigorosamente que sejam alcançadas com um esforço coletivo. Como acrescentou, a reconciliação nacional deve ser acelerada e estabelecido o estado federal para a criação de uma estrutura coesa no país.

Áreas Recuperadas

Na reunião, o embaixador da Somália junto das Nações Unidas, Elmi Ahmed Duale, disse que receia que os insurgentes voltem a infiltrar-se em áreas recuperadas das milícias al-Shabab.

Para o diplomata, tal poderia ocorrer se não houver apoio para assegurar que estas não passem para as áreas consideradas seguras. O representante disse concordar e endossar o trabalho tanto das forças da missão da União Africana no país como da Missão das Nações Unidas na Somália.

Deportados

O relatório refere que o país tenta lidar com os cerca 22 mil refugiados retornados, incluindo vários recém-deportados da Arábia Saudita. Prevê-se a chegada de mais 32 mil pessoas ao país a partir da nação asiática.

Kay citou o recente desalojamento de 3,7 mil pessoas que chegaram à cidade de Baidoa, no centro-sul, devido ao receio de ataques.

Violência Sexual

O informe constata a falta de progressos na criação de um grupo nacional para lidar com a violação de direitos humanos para conter abusos, com destaque para os casos de violência sexual.

O responsável pediu continuação do apoio urgente da comunidade internacional para o país, que deve contar ainda com 2,9 milhões de pessoas carentes de assistência humanitária essencial.

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