OMM afirma que 2013 foi o sexto ano mais quente da história

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Relatório da Organização Mundial de Meteorologia mostra impacto das secas, ondas de calor, enchentes e ciclones sobre população global; nordeste do Brasil sofreu a pior seca das últimas 5 décadas.

Temperaturas no hemisfério sul bateram recorde

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial de Meteorologia, OMM, afirmou que 2013 foi o sexto ano mais quente da história, uma demonstração de que o aquecimento global continua avançando.

No relatório anual sobre o "Estado do Clima", a organização disse que muitos dos chamados "eventos climáticos extremos" ocorridos no ano passado, foram causados pelo homem.

Adaptação

O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, disse que ainda é possível se adaptar às consequências da mudança climática.

Para ele, "quanto mais as temperaturas aumentarem, mais adaptação será necessária". Na sua opinião, isso terá um custo maior e o impacto será muito grande para os países menos desenvolvidos que não têm os recursos suficientes para fazer as mudanças necessárias.

Brasil

O documento cita fortes chuvas, ondas de calor e enchentes. No Brasil, a OMM declarou que a região nordeste sofreu a pior seca das últimas cinco décadas.

As temperaturas no hemisfério sul bateram recorde, como por exemplo a Austrália que teve o ano mais quente já registrado e a Argentina, que registrou o segundo mais quente.

Segundo a organização, o hemisfério norte teve uma primavera bem mais fria. A região também registrou uma chuva extrema nos alpes e enchentes na Grã-Bretanha e na Holanda.

Nos Estados Unidos, a seca continuou afetando boa parte do país. A Califórnia teve o ano mais seco desde 1895.

Tufão Haiyan

A OMM informou que foram registradas 94 tempestades consideradas extremas no ano passado, a pior delas foi o tufão Haiyan, que atingiu as Filipinas, em novembro.

A organização disse que a previsão de tempestades e outras ameaças climáticas melhorou nos últimos anos.

Apesar disso, a OMM afirma que os países devem fazer um esforço extra para fortalecer os sitemas de preparação e de alertas para tempestades, assim como implementar um plano amplo para a redução dos riscos de desastres.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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