Nações Unidas deploram ataque em hotel de Cabul

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Nove pessoas morreram no atentado ocorrido na noite de quinta-feira na capital do Afeganistão; missão da ONU no país volta a destacar que ataques do tipo violam a lei humanitária internacional.

Ján Kubis na conferência de imprensa. Foto: Unama/Eric Kanalstein

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Missão das Nações Unidas no Afeganistão condenou nos termos mais fortes o ataque ocorrido na noite de quinta-feira no hotel Serena, na capital do país, Cabul. Nove pessoas morreram no atentado.

O grupo Talebã reivindicou a autoria do ataque. Segundo a Unama, mulheres e crianças afegãs, além de estrangeiros, estão entre as vítimas. O jovem paraguaio Luis María Duarte era ex-funcionário do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime e também morreu no atentado.

O Ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizada, lamentou a perda durante entrevista à Rádio ONU.

Segundo o ministro, o ex-diplomata estava no Afeganistão como observador internacional do processo de eleições no país.

Eleições

A missão da ONU reitera que "atentados indiscriminados em locais onde há civis violam a lei humanitária internacional". A ação contra o hotel em Cabul ocorreu dias após um ataque suicida no norte do Afeganistão, quando 15 civis morreram.

O país se prepara para eleições presidenciais e locais, marcadas para 5 de abril. No começo da semana, o representante do Secretário-Geral no Afeganistão, Ján Kubis, apelou aos afegãos a não permitir que a violência influencie um pleito pacífico e confiável. 

Ao Conselho de Segurança, Kubis declarou que grupos como o Talebã, que rejeitam as eleições, têm a obrigação de respeitar o processo civil do Afeganistão.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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