Na ONU, Ucrânia diz acreditar em solução pacífica para crise

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Primeiro-ministro do país discursou na 6ª. sessão extraordinária do Conselho de Segurança sobre o tema, nesta quinta; ele disse estar convencido de que a Rússia não quer guerra e pediu que governo de Moscou sente-se à mesa de negociações com Kiev.

Conselho de Segurança

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.   

O Conselho de Segurança reuniu-se, esta quinta-feira, para discutir a situação na Ucrânia. Este foi o segundo encontro somente esta semana e o sexto desde o início da crise.

A Missão Permanente da Ucrânia junto à ONU pediu a reunião urgente do Conselho de Segurança devido à piora da situação na Crimeia que, segundo os ucranianos, ameaça a integridade territorial do país.

Referendo

O subsecretário-geral para Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, falou aos integrantes do Conselho sobre o referendo marcado para este domingo.

Feltman afirmou que o referendo sobre a independência da Crimeia complicou ainda mais uma situação que já era difícil e volátil.

Ele disse que desde o início da crise, o Secretário-Geral tem pedido por uma resolução pacífica que respeite a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.

Agressão

O primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatsenyuk afirmou que a Ucrânia sofreu uma agressão militar de um outro país com assento permanente no Conselho de Segurança.

Yatsenyuk disse que é inaceitável, em pleno século 21, querer resolver qualquer conflito com tanques e tropas em terra.

O líder ucraniano disse que a Rússia violou vários acordos bilaterais e multilaterais firmados com a Ucrânia. Ele lembrou que o artigo 2 da Carta da ONU destaca a importância da integridade territorial dos países.

Arseniy Yatsenyuk afirmou ao Conselho de Segurança que seu país ainda acredita que o conflito possa ser resolvido de forma pacífica. Ao se dirigir ao representante da Rússia, em russo, no final, o premiê disse estar convencido de que Moscou não quer a guerra, e pediu aos russos que sentem-se à mesa de negociação.

Guerra

Ao tomar a palavra, o embaixador russo, Vitaly Churkin, disse que seu país não quer a guerra e que nem a Ucrânia quer uma guerra.

Por este motivo, Churkin afirmou não ver razão para o uso desse tipo de terminologia.

Já a embaixadora americana, Samantha Power pediu a Rússia que suspenda a intervenção militar e evite mais ações que aprofundem esse esforço desestabilizador e ilegítimo.

Ela afirmou que todos estão num momento crítico mas que o caminho a seguir é claro.

Segundo a embaixadora, as tropas russas devem voltar às bases, observadores internacionais de direitos humanos devem receber autorização para entrar na região e todos os países devem respeitar a integridade territorial da Ucrânia.

Simonovic

Enquanto isso, o secretário-geral assistente para Direitos Humanos, Ivan Simonovic, continua na Ucrânia. Mais cedo, o porta-voz do Secretário-Geral, Stephane Dujarric, disse que o representante da ONU estava em Lviv, onde se reuniu com o chefe do Conselho regional. Eles dicutiram como abrigar as pessoas que deixaram a Crimeia e estão vivendo agora na região.

Dujarric disse ainda que Simonovic já retornou a Kiev. Ele vai se encontrar com ministros e outras autoridades do governo ucraniano e participará de uma entrevista coletiva com jornalistas nesta sexta-feira.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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