Mudanças no Brasil e na Índia fazem subir preço do acúçar

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Clima seco nas plantações brasileiras e previsão de queda de produção indiana geraram alta de 6,2%, segundo FAO; índice do preço dos alimentos em todo o mundo subiu 2,6% no mês passado; crise na Rússia e na Ucrânia pode afetar preço dos cereais.

Açúcar teve aumento de 6,2%. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, disse que os preços dos alimentos subiram 2,6% em fevereiro, comparado ao primeiro mês deste ano. O valor corresponde a 5,2 pontos.

Segundo a FAO, a alta foi puxada pelo açúcar, que aumentou 6,2%. Os especialistas da agência afirmaram que o clima seco no Brasil e a previsão de queda nas plantações da Índia foram os maiores responsáveis pela subida.

Carne

Pelo Índice de Preços dos Alimentos da agência da ONU, a carne foi o único dos bens de primeira necessidade a cair 0,5% em relação a janeiro.

Cereais, oleaginosas e laticínios também seguiram a tendência de aumento. A agência da ONU alertou ainda para as consequências da crise política na Ucrânia e na Rússia, que são dois grandes exportadores de cereais. A agência descarta, no entanto, que as oscilações deste mês no preço do milho sejam já um resultado da crise.

Angola e Moçambique

Nas perspectivas para a colheita em 2014, a FAO afirma que apesar do agravamento da seca em Angola e de déficits de chuvas em Moçambique, a agência prevê melhorias em vários países do sul da África após uma baixa nas colheitas anteriores.

O abastecimento de milho deve ser limitado e os altos preços dos alimentos devem continuar a ter impacto sobre as populações mais carentes.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 19 DE JANEIRO DE 2018
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