FAO celebra qualidade da produção de agricultores somalis após crise

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Resultados foram obtidos no centro-norte, área devastada pela fome nos últimos anos; agência apoiou processo que culminou com colheita de milho considerado de alta qualidade.

200 toneladas de milho foram entregues ao PMA. Foto: FAO/Paballo Thekiso

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 200 toneladas de milho de alta qualidade foram entregues por pequenos agricultores somalis ao Programa Mundial de Alimentação, PMA.

A informação foi dada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, que também apoiou o processo que culminou com a melhoria da produção de grande parte do lote.

Assistência

A agência assinala o facto de, pela primeira vez, os agricultores locais estarem a fornecer assistência alimentar de alta qualidade para beneficiar cidadãos de seu próprio país.

A FAO destaca que o impulso para os rendimentos e para a qualidade do produto foi dado por uma parceria que além das duas agências envolve a União Europeia, UE, e o governo da Áustria.

O desempenho foi obtido no centro-norte, região que foi assolada pela fome há menos de três anos. Na área, a FAO disse ter dado apoio técnico a dezenas de agricultores de várias comunidades.

Comunidades

Na formação dada pela FAO, o foco foi para temas como maneio pós-colheita, stock e gestão de armazéns. O objetivo era aumentar a qualidade da produção e limitar as perdas mantendo os grãos livres de contaminação e de pragas.

O embaixador da UE na Somália, Michele Cervone d’Urso, reafirmou o apoio à iniciativa-piloto para capacitar os agricultores somalis e os seus mercados.

Já o representante cessante da FAO na Somália, Luca Alinovi, disse que a iniciativa demonstra o potencial de resultados com um mínimo de ajuda.

Habilidades

Como explicou, a oferta de meios como insumos agrícolas, ferramentas, habilidades técnicas para armazenar, classificar e comercializar podem fazer uma grande diferença.

A agência sublinha, entretanto, que a Somália tem ainda 860 mil afetados pela insegurança alimentar aguda. Por outro lado, 203 mil crianças com menos de cinco anos sofrem de desnutrição aguda.

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