Coreia do Norte rejeita acusações de crimes contra a humanidade

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Comissão de investigação afirmou que as violações são graves, sistemáticas e generalizadas; autoridades norte-coreanas disseram que relatório foi fabricado pelos Estados Unidos e outros "países hostis".

Michael Kirby Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Comissão de Inquérito da ONU que investigou a situação dos Direitos Humanos na Coreia do Norte afirmou que os abusos no país são graves, sistemáticos e generalizados.

No relatório entregue ao Conselho de Direitos Humanos, esta segunda-feira, em Genebra, os investigadores disseram que essas violações podem chegar a representar crimes contra a humanidade.

Assassinatos e Tortura

O presidente da Comissão de Investigação, Michael Kirby, declarou que os crimes surgiram de políticas criadas pelos mais altos escalões do governo.

Entre esses crimes estão, extermínio, assassinatos, tortura, estupros e outras ofensas sexuais.

Kirby comentou que todos os esforços para se iniciar um diálogo ou cooperação foram rejeitados pelos norte-coreanos. A Comissão pediu ao país asiático que respeite os direitos humanos de seus cidadãos.

Relatório Manipulado

O embaixador da Coreia do Norte junto à ONU em Genebra, SO Se Pyong, rejeitou as conclusões do relatório.

Segundo o embaixador, seu país nunca reconheceu o mandato da Comissão de Investigação que, na sua opinião, foi fabricado e manipulado por forças hostis.

Pyong acusou os Estados Unidos e outros países de tentarem usar a comissão para eliminar a liderança e o regime socialista da Coreia do Norte.

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