Coreia do Norte fala de manipulação após apresentação de informe da ONU

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Em Genebra, Comissão de Investigação de Direitos Humanos revela que tentativas de diálogo foram rejeitadas pelos norte-coreanos; diplomata invoca intenção de eliminar a liderança e regime do país.

Michael Kirby. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As violações cometidas na Coreia do Norte podem chegar a representar crimes contra a humanidade, destaca um relatório da Comissão de Inquérito dos Direitos Humanos no país.

O documento entregue nesta segunda-feira, em Genebra, classifica os abusos de graves, sistemáticos e generalizados. O informe de mais de 80 testemunhos de vítimas, foi publicado há um mês com base em audições feitas em cidades como Seul, Tóquio, Londres e Washington.

Conclusões

Falando no órgão, o embaixador da Coreia do Norte junto das Nações Unidas em Genebra, SO Se Pyong, não aceitou as conclusões do relatório.

O diplomata destaca que o seu país nunca reconheceu o mandato da Comissão de Investigação que, na sua opinião, foi fabricado e manipulado por forças hostis.

Liderança

Pyong acusou os Estados Unidos e outros países de tentarem usar a comissão para eliminar a liderança e o regime socialista da Coreia do Norte.

O documento destaca crimes como extermínio, assassinatos, tortura, estupros e outras ofensas sexuais.

Políticas

O presidente da Comissão de Investigação, Michael Kirby, declarou que os crimes surgiram de políticas criadas pelos mais altos escalões do governo.

Kirby revelou que todos os esforços para dar início a um diálogo ou cooperação foram rejeitados pelos norte-coreanos. A Comissão pediu ao país asiático que respeite os direitos humanos dos seus cidadãos.

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