África: FAO quer atenção para distribuição alimentar campo-cidade

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Agência diz que quatro em cada 10 citadinos consumem cerca de metade dos alimentos da área rural; até sexta-feira, ministros da agricultura do continente discutem combate à fome no continente em Tunes.

Agricultura estável . Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os políticos africanos devem assumir o mercado alimentar urbano como uma oportunidade comparada ao mercado de exportação, defende a Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação, FAO.

A agência calcula que a rápida urbanização coloca 40% da população do continente em áreas urbanas a consumir cerca de metade dos alimentos do campo. O facto aumenta a importância das cadeias de abastecimento rural-urbana.

Família

No âmbito da 28ª. Conferência Regional da FAO para África, a agência considera que as cidades são mais acessíveis para os pequenos produtores e empresas familiares. Os debates das delegações iniciaram esta segunda-feira na Tunísia.

Falando à Rádio ONU da cidade de Tunes, a embaixadora de Moçambique em Roma, Carla Mucave, contou porque mulheres e jovens devem ser tidos como alvos de maior atenção.

Grandes Oportunidades

 "Os nossos planos têm que considerar o jovem e a mulher no centro das atenções para que eles possam beneficiar-se cada vez mais de recursos necessários de formação. Isto pode levar, no caso dos jovens a sentir-se atraído e motivado a trabalhar neste setor que oferece grandes oportunidades sobretudo para criação de empregos. No âmbito da mulher, este recurso pode leva-la a contribuir cada vez mais para o setor agrícola e eleva também a produção agrícola, a produtividade e contribuir para solucionar os desafios que nós ainda enfrentamos," disse.

Moçambique e São Tomé e Príncipe

A agência cita Moçambique e Nigéria como casos de sucesso nas cadeias de abastecimento de frango, que deram origem a empresas locais e regionais do género.

São Tomé e Príncipe, ao lado do Djibuti e do Gana, é destacado por ter reduzido pela metade o número de pessoas com fome, uma meta definida na Cimeira Global sobre a Alimentação de 1996.

Políticas

O diretor-geral adjunto da FAO disse que a grande questão relaciona-se com o contributo dos líderes africanos para aproveitar as oportunidades da agricultura estável e incentivar as políticas fiscais de investimento.

Bukar Tijani afirmou que no âmbito do compromisso feito há 10 anos, na Declaração de Maputo, deve ser reforçada a governação e os mecanismos de responsabilização para ajudar a implementar as políticas e os programas de forma mais sistémica.

Debates

A FAO afirma que a Conferência irá abordar como proporcionar um ambiente propício para acabar com a fome no continente até 2025.

O foco vai para o aumento sustentável do potencial de áreas como agricultura, pesca, pecuária e silvicultura como fonte de emprego e de renda. Ações destinadas a aumentar a renda familiar nos agronegócios também estarão no centro dos debates, que de quarta a sexta-feira envolvem os governantes ligados à agricultura.

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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