África celebra Dia do Meio Ambiente combatendo desafios no continente

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Data coincide com Dia Wangari Maathai em homenagem à ambientalista queniana e Prêmio Nobel da Paz, que morreu em 2011.

Pescador na Nigéria. Foto: Pnuma

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Líderes africanos, representantes da sociedade civil e grupos jovens estão celebrando neste 3 de março o Dia do Meio Ambiente na África. O objetivo é adiantar medidas de combate aos desafios que o continente está enfrentando na área.

A data coincide com o Dia Wangari Maathai, a ambientalista queniana e Prêmio Nobel da Paz, que morreu em 2011. Maathai foi uma das líderes da campanha global para plantação de 1 bilhão de árvores. Oito anos depois, a iniciativa havia ultrapassado a marca de 13 bilhões.

Conservação

As comemorações deste ano ocorrem no Lesoto sob o tema "Combatendo a Desertificação na África".

Já em Nairóbi, sede do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, mais de 200 jovens e especialistas discutem crimes contra a vida animal, conservação florestal e segurança alimentar.

O diretor do Pnuma, Achim Steiner, afirmou que a transição para a economia verde já está sendo realizada pela África. Ele citou exemplos como painéis de energia solar na Argélia e na Tunísia e investimentos em fundos verdes na África do Sul.

Poluição Marinha

Steiner disse ainda esperar que muitos líderes africanos se inspirem no modelo da ambientalista queniana para garantir que os recursos naturais do continente possam ser conservados com um futuro sustentável e de segurança alimentar para todos.

Este ano, a África marca ainda o Ano da Agricultura e da Segurança Alimentar em meio a um forte crescimento econômico. O Banco Mundial prevê mais de 5% de aumento do PIB até 2015. A boa performance deve-se aos altos preços das mercadorias africanas.

Mas de acordo com o Pnuma, a África ainda tem desafios a vencer como as mudanças climáticas, a degradação, perda de biodiversidade e o tráfico ilegal de madeira e animais selvagens. O gerenciamento do lixo e a poluição marinha também foram citados como questões a resolver.

Segundo a ONU, a população africana deverá chegar a 2,4 bilhões até 2050, mas até 65% das terras aráveis foram perdidos desde 1950 devido à degradação. Líderes africanos afirmam que este tema dever ser o centro dos debates da agenda pós-2015 de desenvolvimento sustentável.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 19 DE JANEIRO DE 2018
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