Afegãos vão às urnas no próximo sábado para escolher sucessor de Karzai

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Será a primeira transferência democrática de poder no país; 2014 também marca retirada da maior parte das forças internacionais do Afeganistão; Missão da ONU emitiu comunicado demonstrando solidariedade aos eleitores.

Hervé Ladsous (esq.) em visita ao Afeganistão. Foto: Unama/Fardin Waezi

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Eleitores do Afeganistão irão às urnas, no próximo sábado, 5 de abril, para escolher os novos representantes políticos do país incluindo um sucessor para o presidente Hamid Karzai.

Será a primeira transferência democrática de poder no Afeganistão. Durante uma visita ao país, o subsecretário-geral para Operações de Paz da ONU, Hervé Ladsous, disse que a votação é uma parte fundamental do processo de transição política.

Transparência

Ladsous afirmou que a Missão da ONU no Afeganistão, Unama, tem um compromisso com a transparência das eleições e aproveita para demonstrar solidariedade a todos os eleitores.

Ainda este ano, a maior parte das forças internacionais, presentes no Afeganistão desde 2001, deve deixar o país. A segurança será assumida por policiais afegãos.

Segundo agências de notícias, um albergue na capital Cabul foi alvo de um ataque de insurgentes nesta sexta-feira. Não há notícias sobre mortos ou feridos, e a polícia permanece no local tentando libertar quatro pessoas.

Já na terça-feira, o escritório da Comissão Eleitoral Independente afegã foi alvo de um ataque suicida e de homens armados. Durante sua visita de três dias a Cabul, o subsecretário-geral reuniu-se com funcionários que organizam a votação legislativa e presidencial.

Crimes de Guerra

Ladsous disse que ataques às instalações do Comissão Eleitoral pelo que chamou de "inimigos da democracia" são um ato repugnante e podem ser classificados de crimes de guerra.

Ele afirmou ainda que a violência não irá acabar com o apoio da ONU ao país, uma vez que a organização está presente no Afeganistão há mais de seis décadas incluindo em tempos de extrema dificuldade.

Hervé Ladsous disse que tudo precisa ser feito não somente pelas autoridades afegãs, mas também pelos cidadãos para evitar a fraude no pleito. Para ele, o país está entrando numa nova fase e a transparência nas eleições é essencial.

Ele voltou a afirmar que as mulheres têm um papel central nas eleições e que sem elas, a votação não poderá ser representativa nem crível.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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