Acnur lamenta naufrágio que matou pelo menos 98 no Lago Alberto

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Incidente envolveu refugiados na área entre a República Democrática do Congo e o Uganda; agência da ONU apoia transporte para o regresso de congoleses além de mobilizar pessoal e recursos de auxílio.

Equipas de resgate no Lago Alberto. Foto: Acnur/M.Sibilon

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.* 

O alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, disse que está profundamente chocado com o naufrágio de uma embarcação que transportava "um grande número de refugiados congoleses no Lago Alberto."

Com base em relatos das autoridades e de refugiados, a agência dá conta da recuperação de 98 corpos e do resgate de 41 pessoas. A tragédia deu-se no fim de semana entre a República Democrática do Congo, RD Congo, e o Uganda.

Crianças

De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, várias crianças estavam entre os cerca de 250 passageiros a bordo da embarcação. Trata-se de uma das duas que partiram com residentes do campo de Kyangwali, na manhã de sábado.

O ponto de origem do grupo, que regressava voluntariamente para o leste da RD Congo, era o distrito oriental ugandês de Hoima.

Guterres disse que os pensamentos estão com os que perderam entes queridos e com os sobreviventes. Ele agradeceu ao governo e aos envolvidos na operação de resgate, recuperação e ajuda aos sobreviventes.

Ajuda Psicossocial

O chefe do Acnur disse ter instruído ao escritório do Acnur no Uganda para dar apoio pleno aos esforços de auxílio. Os sobreviventes foram transportados para distrito de Bundibugyo, a noroeste daquele país, onde recebem apoio que inclui ajuda psicossocial.

No hospital local, também decorre a identificação dos corpos pelos parentes dos falecidos.

Sobreviventes

Com o governo do Uganda, o Acnur disse que está a facilitar o transporte para a RD Congo, a mobilizar pessoal e recursos de apoio e a estabelecer um ponto de informação para os sobreviventes.

A agência aponta um aumento de refugiados congoleses que regressam espontaneamente ao seu país no último trimestre. A sua chegada ao Uganda ocorreu nos últimos dois a três anos.

*Apresentação: Denise Costa.

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