Acnur diz que refugiados não podem ser tratados como "bode expiatório"

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Porta-voz da agência respondeu à pergunta de jornalista sobre decisão do Governo do Quénia de mudar 50 mil refugiados registados, anunciada no fim deste mês.

Campo de refugiados no Quénia. Foto: Ocha/Gabriella Waaijman

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, manifestou-se contra uma medida de mudança obrigatória de cerca de 50 mil refugiados no Quénia.

O porta-voz da agência, Adrian Edwards, respondeu à pergunta de um jornalista sobre o tema durante uma entrevista, na sede do Acnur, em Genebra. Segundo ele, os refugiados não podem ser tratados como "bode expiatório."

Nacionalidade

Edwards contou que o Acnur entende as preocupações com a segurança. Mas segundo ele, medidas generalizadas que miram pessoas baseadas em nacionalidade ou pertença a um grupo são discriminatórias e ineficientes.

Para o porta-voz, a decisão só cria mais sofrimento para pessoas inocentes. Ele informou que o Acnur está em contato com o Governo do Quénia sobre o tema. Há relatos sobre o aumento de assédio por parte da polícia.

Ele pediu ao governo queniano que reconsidere as medidas.

O porta-voz do Acnur terminou a intervenção a afirmar que o Quénia tem uma longa história de abrigo a refugiados. Atualmente, a população de refugiados é de mais de 550 mil pessoas.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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