Unesco e autoridades malianas juntas na recuperação do património de Gao

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Agência da ONU e especialistas internacionais fazem balanço dos estragos patrimoniais na área do norte; são necessárias medidas imediatas para proteger a herança cultural do país.

Gao, Mali. Foto: ONU/Thierry Joffroy

Ana Duarte Carmo, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, está a trabalhar junto das autoridades malianas no sentido de salvaguardar o património cultural da cidade de Gao.

A lista de medidas a serem tomadas é o resultado daquela que foi a primeira missão para a avaliação dos estragos patrimoniais, desde o fim da ocupação militar do norte do Mali.

Destruição e pilhagem

Segundo a agência, os danos foram mais graves do que o esperado. O relatório refere que 90% do sítio arqueológico de Gao Saneye, do século 11, foi saqueado por extremistas islâmicos durante a invasão e ocupação da região em 2012.

Para o diretor do Escritório da Unesco em Bamako, Lazare Eloundou Assomo, são necessárias medidas urgentes para salvaguardar o túmulo de Askia, antes da chegada da próxima estação das chuvas, em junho.

Proteção da comunidade

O túmulo, que está classificado como Património Mundial pela Unesco, foi protegido por jovens locais, prevenindo a sua destruição massiva.

Apesar dos esforços da comunidade, os especialistas descobriram que as salas de oração da mesquita exigem grande trabalho de conservação para evitar uma maior deterioração.

Práticas culturais

Segundo Lazare, "no que diz respeito à herança de Gao, após tentativas violentas de extremistas armados de destruir a sua identidade e práticas culturais, incluindo a música tradicional, é necessário abordar o trauma vivido pela população local".

Durante as consultas com representantes da comunidade, a missão constituída por especialistas locais e internacionais ouviu falar das dificuldades enfrentadas pelos moradores, especialmente pelos músicos e bailarinos, que viram os seus instrumentos queimados e as suas roupas destruídas.

Assomo concluiu que é necessário "curar essas feridas para pavimentar o caminho para a reconciliação e a paz duradoura na região “.

* Apresentação: Denise Costa.

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