Pillay condena ataques liderados pelas forças armadas do Iêmen

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Segundo alta comissária para os Direitos Humanos, pelo menos 40 civis morreram, incluindo crianças; Conselho de Segurança aprova resolução sobre o país.

Navi Pillay. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos está condenando "ataques indiscriminados" contra civis no Iêmen, que já mataram 40 pessoas desde dezembro, incluindo seis crianças.

Segundo Navi Pillay, os ataques foram realizados pelas forças armadas no Estado de Al Dhale, no sul do país. A representante pede acesso humanitário irrestrito à área.

Hospitais

Nesta quarta-feira, Pillay disse estar chocada com a série de oito ataques documentada pelo seu escritório desde janeiro. Pelo menos quatro hospitais, quatro escolas, uma faculdade e uma instituição para pessoas com deficiência foram atacados.

O último incidente foi na semana passada, quando forças armadas do governo entraram na cidade de Al Dhale, matando sete civis, após um ataque contra um comboio armado perto do escritório de governo.

Investigação

Segundo Pillay, as forças armadas não podem justificar a situação com a premissa de que suas bases foram atacadas antes por grupos armados. Ela pede às autoridades do Iêmen que façam uma investigação transparente e de confiança sobre as violações aos direitos humanos.

A alta comissária também está preocupada com a situação de 50 mil pessoas que precisam urgente de ajuda humanitária e estão em áreas em conflito. Por isso, ela pede ao governo iemenita que libere o acesso aos locais, para que agências da ONU e ONGs possam prestar assistência.

Resolução

Também esta quarta-feira, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução determinando que a situação no país é uma "ameaça à paz e à segurança na região."

O documento reafirma a necessidade da implementação completa do governo de transição no Iêmen, incluindo a criação da nova Constituição, reforma eleitoral e eleições.

Restrições

O Conselho de Segurança também condena "todas as atividades terroristas e ataques contra civis, infraestruturas e bases militares" do país.

A resolução prevê ainda o congelamento de bens ou financiamento e restrições de viagens para indivíduos que apoiem atos de ameaça à paz e à estabilidade do Iêmen.

Esses indivíduos e entidades serão pesquisados e investigados por um comitê criado pelo Conselho de Segurança.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 19 DE JANEIRO DE 2018
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