ONU saúda três dias adicionais da trégua humanitária em Homs

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Expetativa da chefe da Assistência Humanitária é a retirada de civis e distribuição de auxílio; estima-se que 800 pessoas tenham saído desde a última sexta-feira da parte velha da cidade síria.

Homs, Síria (Junho 2013). Foto: PMA/Laure Chadraoui

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A subsecretária-geral para Assistência Humanitária saudou a notícia do entendimento alcançado entre as partes do conflito sírio para a extensão da trégua humanitária na cidade velha de Homs por mais três dias.

Em comunicado emitido esta segunda-feira, em Nova Iorque, Valerie Amos disse esperar que a medida permita evacuar mais civis e fazer a entrega de suprimentos adicionais.

Genebra

Reuniões separadas entre as partes do conflito e o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, marcaram o arranque da segunda ronda de negociações sobre o país, nesta segunda-feira na sede das Nações Unidas em Genebra.

Pela manhã, os encontros decorreram com a delegação da oposição, chefiada por Heidi Albahra. De seguida, o mediador esteve com representantes do governo, liderados pelo embaixador sírio na ONU, Bashar Jaafari.

Prioridade

No seu pronunciamento, a também coordenadora de Assuntos Humanitários sublinha que a proteção dos civis sitiados é a maior prioridade para as agências da organização e os seus parceiros.

Desde a última sexta-feira, mais de 800 pessoas foram retiradas da cidade e beneficiaram de alimentos vitais e de suprimentos médicos, revelou Amos.

A responsável destaca ainda que equipas humanitárias estão a trabalhar com as autoridades locais, com representantes das partes em conflito e com líderes comunitários em circunstâncias "extremamente perigosas."

Mortes

Amos considerou "absolutamente inaceitável: que trabalhadores do Crescente Vermelho tenham sido deliberadamente alvejados no ataque contra um comboio de viaturas que levava ajuda aos sírios, neste sábado. O incidente causou a morte de 11 pessoas.

A representante disse estar profundamente dececionada com o facto de as partes terem sido incapazes de manter o cessar-fogo em Homs. O pedido é que tanto as pessoas em busca de refúgio como as que realizam operações humanitárias não sejam alvo de disparos.

Saída Segura

A subsecretária-geral quer ainda que a comunidade internacional faça pressão às forças do governo e da oposição com vista à responsabilidade. A intenção é exigir que o cessar-fogo seja mantido para a saída segura dos que tenham essa intenção.

Amos considerou vitais as pausas para a entrega da ajuda humanitária, além do facto de permitirem a saída das pessoas bloqueadas durante meses.

Na busca de uma solução política para o fim da crise, Amos disse esperar que seja alcançado um acordo em Genebra, que permita a entrega de ajuda a 250 mil pessoas isoladas e  necessitadas.

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 19 DE JANEIRO DE 2018
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